Thanks everyone!

To everybody who was in IYPT this year, my kind regards. We already miss you a lot, you cannot even imagine. It was my last IYPT, at least as a team member, wish I could be there more times.

To the old friends: it was a pleasure to see you again! To those new friends we made this year: it was our plesure to meet you! IYPT is about physics, but certainly leaving the friends we’ve made in such  short time without knowing when and if we’re going to meet again is quite depressive. We leave IYPT hoping to be there at least once more, counting the days for next year, so we can get together again.

Moreover, I wanted to thank the organizers and the local comitee of this year. Despite some specific problems with the internet connection, the organization this year was impressive! Every single detail was thought about. Our stay in Bad Saulgau was amazing. We woud never know about the city wasn’t it for IYPT. But we all loved the place, the campus, the dorms and everything there. IYPT couldn’t be held elsewhere this year.

It’s impossible not to have problems with the jury, but most of our fights went pretty well.

In short, we wanted to thank everybody deeply, from our colaborators (special regards to Hugo Marrochio and Felipe Vignon; you were awesome helping us!), to our IYPT friends and organizers, you are all amazing! We all hope to see you again… maybe next year?

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Antes da cerimônia de encerramento

Olá, leitores. Faz muito tempo que eu não escrevo por aqui, só postei de vez em quando na página do facebook. Pra quem não sabe, andamos tendo problemas com internet aqui no campus, nossos dormitórios não têm internet, só o de alguns times. Depois eu vou escrever um relato sobre tudo isso quando tivermos tempo e internet, e também postar as zilhões de fotos.

Daqui a 15 minutos, nós vamos pra cerimônia de encerramento. Lá receberemos a primeira medalha brasileira no IYPT depois de 7 anos, ainda não caiu a ficha de tudo o que está acontecendo por aqui. Muitas coisas aconteceram, incluindo injustiças no 5º PF e na final. Escrevo sobre tudo isso depois, sobre notas 10, sobre possíveis pratas, resultados parciais e totais, imparcialidade etc.

O mais estranho de tudo isso é que eu nunca mais vou fazer algo oficialmente como participante do IYPT. Desde 2010 eu estava envolvida com a nacional, participei ano passado da internacional do Irã e anteontem participei do meu último PF. É tudo muito surreal… Eu realmente não quero sair desse campus e ir pra Stuttgart amanhã, eu poderia continuar aqui por mais um bom tempo.

Agora não posso postar mais nada porque o ônibus está chegando, até depois.

A algumas horas da partida… Fatos sobre o 25º IYPT

Passaram-se mais de dois meses do momento em fomos selecionados. Desde então, passamos por uma preparação em ritmo frenético. Unimos forças. Alguns nos ajudaram. Agora estamos nós cinco há poucas horas do voo que nos levará para a guerra. Nervosa? Nããããooo…. Imagiiiina… Ir pro IYPT, participar dos fights, preparar os problemas, conhecer pessoas e lugares fora do normal faz da competição, na minha sincera opinião, a melhor experiência que alguém pode ter, independente do papel desempenhado. Entretanto, essa edição tem algo a mais, seja na parte pessoal ou na organização da competição em si.

Primeiro, vamos aos fatos e números dessa edição! É a 25ª vez que um IYPT é organizado, o que significa que a competição está completando um quarto de século! Yay! Em comemoração a isso, parece que o Evgeny Yunosov, idealizador e fundador do IYPT vai estar por lá (o cara que fez com que nossas vidas fossem mais felizes). De qualquer maneira, muitos nomes conhecidos para os participantes ao redor do mundo estarão por lá também: organizadores, pessoas que escrevem o kit, componentes dos comitês executivo e internacional etc. Neste ano, como o país sede não tem problemas diplomáticos com países participantes, o presidente do torneio vai poder participar e fazer novamente todas as coisas pomposas que é função dele na competição: abrir sessões de reuniões, discursar em cerimônias, assinar atas, presidir o juri no PF final, entre outros. Esse é o maior IYPT da história! São 28 nações participantes e outras 3 observando. Por um lado: temos mais concorrência. Por outro: são mais medalhas disponíveis e muito mais gente legal! Eu acredito que a competição nunca teve tantos patrocinadores. Em uma contagem rápida que eu acabei de fazer, são mais de 60 oO. Parece que montaram um sistema de apuração de notas também (nada de atrasos nesta edição, como no PF final ano passado) e o cronômetro marcará 12 min de apresentação em vez dos 15 que estavam marcando os do último torneio.

Como todos já sabem, a competição será sediada em Bad Saulgau, que é uma cidade muito pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes, conhecida por suas águas termais. As acomodações parecem muito confortáveis e as salas de fights, muito bem equipadas. Aliás, a organização inteira parece impecável. Talvez isso se deva a alguns problemas que ocorreram no torneio ano passado. Nosso guia já entrou em contato com a gente (ano passado a gente nem sabia como proceder), parece que tentaram colocar pessoas que falavam a língua mãe de cada participante e estamos melhores informados também. Fora isso, parece que as taxas todas serão pagas em depósito bancário, não da maneira caótica que foi ano passado no coquetel de abertura, e nada de problemas com quartos no hotel dos dois últimos dias como foi ano passado. A viagem dos dois últimos dias vai ser para Stuttgart, onde haverá a reunião do IOC em que será decidida a lista dos tão esperados 17 problemas de 2013.

Estamos levando um mascote desta vez! Ele é um hipopótamo, o Hugo. Ano passado me falaram que tinha que ser algo nada a ver com nosso país, tem que ser algo original também. Temos crachás oferecidos pela organização local aos mascotes de todos os países! Este pode ser o ano dos mascotes… Somos um time de cinco pessoas, mas também temos nossos dois líderes de equipe e um visitante que com certeza nos ajudarão a passar por todas as etapas do torneio e, claro, o Hugo.

Agora, vem a parte pessoal. É meu último IYPT, pelo menos como participante, e isso envolve muita coisa ao mesmo tempo. Ao fim desta semana, eu já vou ter passado por 21 PFs oficiais (11 nacionais e 10 internacionais) e mais inúmeros PFs de treino, eu não tenho nem conta. Vão ser meus últimos fights e isso é triste pra mim… Muitas coisas que eu esperava não vão acontecer visto que já foram decididas e é minha última participação, porém nunca mais vou passar por aquela ansiedade absurda e felicidade/tristeza por causa de notas. Mas deixa esse fato pra depois, pra outro post. O que interessa agora é que amanhã de manhã estaremos desembarcando na Alemanha. Reencontrarei alguns conhecidos, amigos ou seja lá o que eles forem e conheceremos gente nova com interesses em comum. Isso, somado aos passeios, com certeza fazem o IYPT muito mais atraente do que ele já é por natureza. Outra coisa importante: terei mais uma chance de trazer a medalha que eu tanto quero, o que é uma grande oportunidade, já que o resultado da nacional foi um tanto quanto decepcionante pra mim… Claro, teremos que contar bastante com a sorte também! Então, vamos nos divertir com física no fim das contas!

Se, colocando o pé no chão, tirar só 10 e 9 ou ganhar um ouro é uma missão um tanto quanto impossível ainda este ano, trazer uma medalha pra casa até parece cabível. Dessa forma, torçam pra que dê tudo certo! E que venha mais uma medalha brasileira!

Os resultados devem ir saindo no site oficial do IYPT 2012. Aos poucos, também vou colocando notícias conforme for dando algum tempinho. Talvez façamos um diário em vídeo enquanto estivermos por lá também.

Relato: IYPT 2011 no Irã (parte 6)

Era o último dia de PF. Já não estávamos confiantes. O PF seria contra Ucrânia e Bulgária. O presidente do juri seria o Ilya Martchenko. Só poderíamos apresentar o 5 e o 11 (como descobrimos depois) e tínhamos vários que teríamos que recusar e perder nota caso propusessem. Isso tudo foi desesperador. Com um pouco de sorte, desafiaram o 11 como segundo ou terceiro problema e não recusamos além do permitido.

O projetor estava estragado, não deu pra ver nada dos slides do Lucas. Depois disso tivemos a oposição do Mateus ao problema 3 (bouncing flame) com a incrível discussão de “chama é ou não é plasma” pra quem lembra disso na nacional hahaha, por causa de estrelas azuis que o cara disse que eram de plasma, que não seriam visíveis segundo ele etc etc etc, looonga história. Por fim, o Lucas fez avaliação do problema 7 (cup drum). O pessoal de um dos times (não vou citar qual deles) estava meio estressado, batendo na mesa e gritando no meio da discussão oO. Ok… Fim do PF, acho que todo mundo saiu decepcionado e tudo mais com o resultado, mas não tinha mais jeito. Era o segundo PF que ganhávamos (tínhamos ganho o anterior), mas as notas estavam baixas; logo, não fazia diferença mesmo… O Mateus conversou com o Ilya enquanto a Julliana aprendia números em farsi com a Shiva, depois nós conversamos um pouco sobre educação e assuntos variados com o líder da Bulgária e um menino do time deles. Seguimos para o refeitório.

Do refeitório, fomos a um passeio. Primeiro fomos a casa que era do Aiatolá Khomeini, o que era meio sinistro, até porque, mulher precisava passar por revista de segurança em uma outra entrada pra poder entrar no local e os homens, não, eles simplesmente entravam… Sem comentários… Depois passamos por um acampamento nômade (que por acaso tinha carros meio ricos… o que era estranho). Mas lá tinha um camelo (ou dromedário… não sei)! Tinha sopas estranhas e doces bizarros. E o mais marcante: uma dança persa exquisita. Eu sei que depois de umas 4h por lá, aquilo tudo ficou meio enjoativo. Na saída, tiramos foto com o time da Bielorrúsia, sorrindo e falado “fezes” (o Mateus queria trollar o outro time haha). Na volta, eu cochilei muito, mas quando eu acordei, estavam jogando mimica nos fundos do ônibus, se não me engano eram os times do Brasil, da Geórgia e da Ucrânia.

Enfim, o dia foi isso. Só não lembro se foi nesse dia que a gente saiu do refeitório e o nosso guia falou que era a primeira vez que chovia em meses (estava meio que choviscando…).

PS: foi nesse dia também que eu comi o pior sorvete da minha vida: açafrão (tem gosto de sabão) e um cara pediu pra tirar foto com a gente e a nossa bandeira (deixarem as imagens falarem por elas mesmas).

Relato: IYPT 2011 no Irã (parte 5)

Nesse dia não tivemos muitas surpresas. Já estávamos bem decepcionados. Antes do primeiro fight do dia (contra Áustria e Irã, o que não ajudava muito a autoestima), o Léo leu um texto muito bonito para a equipe inteira. Acho que aquilo fez uma diferença imensa, mas eu só lembro das outras equipes olhando pra gente no corredor enquanto a gente ouvia o texto (não deviam estar entendendo era nada…).

Apresentamos o problema 15 (slow descent), fomos opositores do problema 14 (moving cylinder) e avaliadores do problema 5 (car), seguindo exatamente esta sequência, com Mateus, Lucas e Bárbara. Foi um fight cheio de histórias engraçadas (tá, a gente só ri agora…), desesperadoras, divertidas e surpreendentes. A discussão do Mateus foi hilária por motivos que não devem ser publicados. Houve jurados chamando um integrante de outro time de grosso, líder do Irã nos defendendo do presidente da mesa, algumas quedas de papéis, discussão com o juri, um membro da nossa equipe tampando minha boca, problemas técnicos, eu já tinha passado mal no dia, foi uma manhã agitada… Mas o mais surpreendente: nossa nota foi lá em cima. Não sei se foi o texto que nos motivou, só que um fato interessante sobre a fase internacional é que as notas dos fights com equipes mais fortes, em geral, são mais altas, o que é bom, já que é um campeonato de pontos corridos. Mesmo perdendo o PF, ele foi muito proveitoso pra gente.

Almoço e segundo PF. Esse sim foi decepcionante ao cubo. Se não me engano era contra Tailândia e Quênia. Tivemos algumas histórias engraçadas sobre Blak Body Radiation que, mais uma vez, deve ser censurada, na oposição que o Lucas fez pro problema 13 (light bulb). Além disso apresentamos o problema 8 (domino amplifier), sobre o qual comentários devem ser banidos da face da Terra, e avaliamos o 4 (breaking spaghetti). Se o dia tinha começado bem, terminou bem também… bem mal! As notas foram lá em baixo de novo.

No fim do dia, a única diversão foi a incrível pilha de latinhas de refrigerante que o time da Áustria fez no refeitório até o teto. Até as imagens desse dia são poucas, pois não teve passeio. Inicialmente, pensamos que nem tudo estava perdido, já que vimos que estávamos em 13º (no dia seguinte descobriríamos que estávamos em 16º na verdade). Mas, quando soubemos que só teríamos o problema 5 (carro) como opção no dia seguinte pra apresentar, foi desesperador, eu já não queria mais apresentar problemas meus (ainda bem que houve um erro da organização e tínhamos ainda o 11 pra apresentar no último PF).

Enfim o que sabemos é que só nos restava sair de cabeça erguida e fazer um bom último PF no dia seguinte…

Última semana de preparação para a Alemanha

Amanhã é o dia da viagem! Ok, tenho poucas horas pra resolver tudo, não vou nem dormir hoje… Estou meio nervosa, posso dizer que essa semana teve picos de alegria extrema e momentos de depressão profunda, como já coloquei num post de outro blog, mas não acho que compensam ser comentados em detalhes na internet.

De qualquer forma, fica aqui o agradecimento aos poucos que realmente nos ajudaram ou se preocuparam, especialmente ao Hugo (aquele que não é o mascote) e ao Vignon, que ficaram com a gente até o fim nos orientando, da manhã até a noite, nos últimos dias.

Aliás, nosso mascote, o Hugo, tem perfil no facebook pra quem quiser adicionar!

Aí em baixo estão algumas fotos. Explosões, brincadeiras, estufas etc, estão na lista das nossas peripécias desse último encontro. Enfim, depois vai sair um post pré-embarque.

Deem as “boas vindas” ao Hugo!

Acho que para alguns deve ter ficado claro com a enquete, mas pra quem não prestou muita atenção: finalmente decidimos o nome do nosso mascote (ontem), ele se chama “Hugo”. Muitos devem achar que possa ter sido uma homenagem a outro Hugo, que nos ajuda na preparação dos relatórios, mas, não, foi algo que meu pai falou espontanemente.

A história é o seguinte… Ficamos um bom tempo tentando achar um mascote, até que um hipopótamo fofo foi encontrado em um supermercado de Santos. A partir daí, estávamos a dias tentando decifrar um nome para o hipopótamo. Vários nomes surgiram até que, esses dias pra trás meu pai virou e falou “Bárbara, eu estava olhando pro hipopótamo quando você não estava em casa… ele tem cara de Hugo!”. Na hora, acho que todo mundo gostou da ideia, porque realmente, ele tem cara de Hugo. Logo, colocamos uma enquete no ar e o nome foi decidido!

Até camiseta de uniforme para ocasiões definidas ele já tem! (minha mãe comprou num pet shop oO)

Mais que isso: ele já está fazendo as malas para a Alemanha!

Então: deem as boas vindas ao mais novo membro do nosso time, agora com nome :D.