Relato: IYPT 2011 no Irã (parte 6)

Era o último dia de PF. Já não estávamos confiantes. O PF seria contra Ucrânia e Bulgária. O presidente do juri seria o Ilya Martchenko. Só poderíamos apresentar o 5 e o 11 (como descobrimos depois) e tínhamos vários que teríamos que recusar e perder nota caso propusessem. Isso tudo foi desesperador. Com um pouco de sorte, desafiaram o 11 como segundo ou terceiro problema e não recusamos além do permitido.

O projetor estava estragado, não deu pra ver nada dos slides do Lucas. Depois disso tivemos a oposição do Mateus ao problema 3 (bouncing flame) com a incrível discussão de “chama é ou não é plasma” pra quem lembra disso na nacional hahaha, por causa de estrelas azuis que o cara disse que eram de plasma, que não seriam visíveis segundo ele etc etc etc, looonga história. Por fim, o Lucas fez avaliação do problema 7 (cup drum). O pessoal de um dos times (não vou citar qual deles) estava meio estressado, batendo na mesa e gritando no meio da discussão oO. Ok… Fim do PF, acho que todo mundo saiu decepcionado e tudo mais com o resultado, mas não tinha mais jeito. Era o segundo PF que ganhávamos (tínhamos ganho o anterior), mas as notas estavam baixas; logo, não fazia diferença mesmo… O Mateus conversou com o Ilya enquanto a Julliana aprendia números em farsi com a Shiva, depois nós conversamos um pouco sobre educação e assuntos variados com o líder da Bulgária e um menino do time deles. Seguimos para o refeitório.

Do refeitório, fomos a um passeio. Primeiro fomos a casa que era do Aiatolá Khomeini, o que era meio sinistro, até porque, mulher precisava passar por revista de segurança em uma outra entrada pra poder entrar no local e os homens, não, eles simplesmente entravam… Sem comentários… Depois passamos por um acampamento nômade (que por acaso tinha carros meio ricos… o que era estranho). Mas lá tinha um camelo (ou dromedário… não sei)! Tinha sopas estranhas e doces bizarros. E o mais marcante: uma dança persa exquisita. Eu sei que depois de umas 4h por lá, aquilo tudo ficou meio enjoativo. Na saída, tiramos foto com o time da Bielorrúsia, sorrindo e falado “fezes” (o Mateus queria trollar o outro time haha). Na volta, eu cochilei muito, mas quando eu acordei, estavam jogando mimica nos fundos do ônibus, se não me engano eram os times do Brasil, da Geórgia e da Ucrânia.

Enfim, o dia foi isso. Só não lembro se foi nesse dia que a gente saiu do refeitório e o nosso guia falou que era a primeira vez que chovia em meses (estava meio que choviscando…).

PS: foi nesse dia também que eu comi o pior sorvete da minha vida: açafrão (tem gosto de sabão) e um cara pediu pra tirar foto com a gente e a nossa bandeira (deixarem as imagens falarem por elas mesmas).

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