Bad Saulgau: the city that “lived” IYPT

Cidadezinha de pouco mais de 15 mil habitantes, ao sul da Alemanha, próxima a Stuttgart. Por incrível que pareça, essa foi a localização daquele que foi o maior torneio da história do IYPT. Mas quer saber, não haveria lugar melhor para tal acontecimento. Após grandes metrópoles serem sede da competição, Bad Saulgau não veio simplesmente para sediá-la, mas sim para acolhê-la, ou melhor, literalmente “viver” o IYPT. Logo na entrada, a faixa com os símbolos e bandeiras do IYPT já indicava quão bem recebidos seríamos no decorrer da semana que seguiria.

A pequena cidade deveria ser preparada, pois receberia centenas de pessoas de 28 países do mundo de uma só vez, o que não é muito comum. Parece que essa preparação já vinha sido feita há meses. O ar um pouco medieval da cidade interiorana não poderia ser mais propício para os duelos que se dariam entre os cavaleiros físicos, como o próprio logotipo do torneio sugere, no centro de pesquisa estudantil. A população estava inteira engajada. Todos dando as boas vindas aos participantes das mais variadas nações do globo. Pelas ruas, víamos panfletos convidando visitantes aos shows de física que aconteceriam no auditório da cidade, mais especificamente, a física de James Bond na cerimônia de abertura e  o show de física da cerimônia de encerramento. Além disso, mapas da cidade com indicações de lojas eram comuns. Até aí, tudo bem… O mais interessante era que essas indicações na verdade eram as lojas que tinham substituído seus produtos nas vitrines por banners com soluções de edições passadas da competição ou com os mais variados experimentos. No centro da cidade, havia diversas bandeiras, entre elas, algumas com o logo do IYPT e não havia só placas de ruas ou turísticas, mas também indicações de onde encontraríamos a próxima menção ao torneio espalhada pelas ruas de Bad Saulgau.

A escola japonesa na qual geralmente não há movimento algum foi mais do que perfeita para acomodar os participantes. Não poderíamos nos sentir melhor do que entre as paredes dos imponentes prédios e entre as imensas árvores espalhadas pelo local. A tenda que serviu de refeitório, conseguiria abrigar todos as delegações de uma só vez sem problema algum. Os campos de futebol aos fundos e o gramado entre os prédios serviram por várias vezes de local de descontração para as equipes. Apesar dos problemas com a conexão de internet, chegou a ser engraçado ficar sentado nas escadarias do outro dormitório tentando conseguir comunicação com o resto do mundo. Mais ainda, a sala do piano/órgão em que passamos algumas das nossas noites estudando e pesquisando no prédio principal era simplesmente deslumbrante e não foram poucas as pessoas que apareciam por lá para tocar o instrumento e chamar a atenção de todos no local.

O campus do centro de pesquisa, onde se deram os fights, foi impecavelmente preparado para que tivéssemos o conforto e a praticidade necessária para apresentarmos e discutirmos nossas soluções. Todas as salas tinham dois projetores, um cronômetro, uma banca de jurados, mesas que permitiam a comunicação entre o time inteiro e até mesmo algumas cadeiras para eventuais observadores. Entre os rounds, lanches e bebidas eram disponibilizados, mas não era incomum todos os times saírem da sala não só para beber água e irem ao banheiro, mas também para ficar discutindo e olhando o cronômetro do que estava acontecendo nas outras salas haha.

Foi tudo muito surreal. Era possível cruzar a cidade inteira num piscar de olhos. Entretanto, coisa para fazer era o que não faltava. Para uma cidade tão pequena, até que o número de restaurantes era considerável. A cidade conhecida por suas águas termais nunca mais será a mesma depois da passagem do IYPT. Só que, mais do que isso, nenhum participante será o mesmo depois da passagem por Bad Saulgau…

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Um comentário sobre “Bad Saulgau: the city that “lived” IYPT

  1. […] O problema é que esse ano eles meio que separaram a gente entre dois prédios de dormitórios e, quando a gente foi pra Stuttgart, nos dois últimos dias, entre dois hotéis que ficavam muito longe um do outro, então não pude conversar tanto com algumas pessoas que eu gostava muito ou me despedir delas. Agora vem a diferença: eu não sai de lá como em 2011, animada porque eu ia rever todos eles daí um ano, mas sim pensando em como aquilo tudo foi um sonho, em como eu vou sentir falta deles e talvez nunca mais vê-los. É triste só de pensar no fato de que não dá mais pra participar e apresentar meus problemas em que eu trabalhei por meses (de verdade, é uma das coisas que eu mais gosto na vida), pensar que não dá mais pra rever as pessoas, nem mesmo os lugares da mesma forma (porque com aquele clima de torneio de física, nem Bad Saulgau será a mesma, já que a cidade inteira estava envolvida). […]

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