As viagens pós-torneio: Stuttgart (2012) e Isfahan (2011)

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Todo ano, após os dias do torneio propriamente dito, há uma viagem de dois dias organizada pelo comitê local para alguma outra cidade do país sede. Esses dois dias servem para passear, relaxar e, por ventura, entrar mais em contato com outros times. Pois é, quando a viagem vai ficando boa, ela termina… São nesses dois dias também que há reuniões do IOC pra decidir os tão esperados 17 problemas de cada ano.

Stuttgart (IYPT 2012):

Cidade conhecida por ser pólo automobilístico da Alemanha, saindo da pequena cidade interiorana de Bad Saulagu, Stuttgart foi o destino das jovens mentes de quase 30 países do mundo este ano nos dois últimos dias de viagem na Alemanha.

Sair do campus da escola japonesa com seu cheiro de madeira molhada (resultado de muita chuva e das infinitas árvores no local) não foi muito divertido; Bad Saulgau tinha nos recebido muito bem. O IYPT deste ano nos marcou com histórias profundas e pelo ambiente do torneio. Na hora de partir, juntamos as diversas garrafas (de água com gás) que foram juntadas em todos os quartos do alojamento ao longo da semana de competição, pegamos os ônibus designados a cada um dos times e seguimos para Stuttgart. Lá, os times foram separados em dois hostels. Amizades recém-formadas ficaram divididas entre os dois albergues nos últimos dias de viagem para que todos pudessem se acomodar, mas são consequências de um grande evento.

No primeiro dia, logo ao chegar, deixamos nossas malas, e rumamos à sede mundial da Daimler-Mercedes Benz, uma das patrocinadoras do torneio, onde fomos recebidos com uma palestra, tour e almoço especialmente designado aos participantes do IYPT. Gente querendo tirar fotos com os super carros da Mercedes foi o que não faltou haha.

Capa da apresentação inicial

Capa da apresentação inicial

As duas noites que passamos no International Youth Hostel foram bem gastas próximas a máquinas de sorvete e refrigerante usando Wi-Fi no primeiro piso, conversando via Skype com o pessoal aqui no Brasil e trocando ideia (e danças típicas) com integrantes do time da Bulgária.

Benditas máquinas de sorvete que acabaram com a nossa grana aos poucos

Benditas máquinas de sorvete que acabaram com a nossa grana aos poucos

No dia seguinte, fomos ao museu da Mercedes enquanto o IOC se reunia. Depois, abandonados por nossos guias no meio da chuva em Stuttgart com parte do time da Bulgária pra achar uma forma de voltar ao hotel. Acabamos sem encontrar uma estação de metrô funcionando que fosse e nos salvando porque a menina da Bulgária falava alemão. Caímos no hotel dos outros times, mas antes conseguimos um Burger King por perto. No fim das contas, conseguimos pegar metrô, nos perder por Stuttgart, tirar fotos legais e voltar pro hotel. Ficamos esperando o Thiagão, mas aparentemente o IOC estava muito indeciso quanto aos nomes dos problemas e a reunião só acabou de noite.

Perdidos em Stuttgart

Perdidos em Stuttgart

Saímos por Stuttgart pelos principais pontos (apesar de tudo já estar fechado quase), passamos no meio de uma parada gay e acabamos por acaso no mesmo restaurante em que estava o time suíço apesar de longe de ambos os hostels.

Praça central

Praça central

A noite terminou de maneira semelhante à noite anterior, mas com a gente dando um chapéu do time brasileiro e, hm… outras coisas mais, enfim, era a última noite na Alemanha, não era muito divertido pensar nisso.

Último dia, o Ferdinand nos levou até a estação de trem, nos auxiliou com os táxis, malas e tickets, fomos ao aeroporto e rumamos à Suíça, onde passaríamos os cinco dias seguintes (com direito a atraso no voo e problemas consequentes disso e tudo mais).

Assim, melancolicamente, terminou o último e mais divertido IYPT da história.

Isfahan (IYPT 2011):

Madrugada do do dia 29 de julho de 2011. Acordadas com a queda e conseguinte volta da energia elétrica, as meninas foram acordadas no alojamento feminino em Teerã, no único IYPT da história em que os times mistos foram separados por causa das leis locais. Todas se ajeitaram e desceram as escadas com suas grandes malas pesadas. Esperamos as portas serem abertas para a escuridão em que o dia ainda estava e chegamos à frente do prédio da física, onde nos entregaram os certificados e esperamos o ônibus que nos levaria para o mesmo local da universidade onde estavam os meninos. Então, seguimos para Isfahan.

À frente do prédio da física

À frente do prédio da física

Depois da confusão de troca de ônibus, pegamos a estrada desértica para a uma daquelas cidades que você vê nos livros de história da Pérsia ou em aulas de história da arte na escola. Paramos em um posto, tomamos café da manhã, voltamos ao ônibus, paramos em um local estranho e finalmente chegamos a Isfahan.

Estrada para Isfahan

Estrada para Isfahan

Na porta do hotel: confusão! Passaportes de times foram perdidos, falta de vagas para todos os times (sendo alguns transferidos para um hotel próximo), meninos e meninas sendo colocados nos mesmos quartos contra as leis iranianas (por esse último eu pessoalmente fui afetada, o que me resultou em uma noite dormindo em um tapete persa em um quarto de meninas de outra equipe, mas isso é detalhe que foi resolvido depois de muita briga à 1:30 da manhã) e coisas afins. Fomos, primeiramente, a um local que, guardadas as devidas proporções, comparamos ao Taj Mahal.

Guardadas as devidas proporções

Guardadas as devidas proporções…

Depois fomos a ponte de Isfahan. Um local por onde usualmente passa um rio razoavelmente profundo, mas que fica completamente seco no verão iraniano. Lá alguns meninos do nosso time foram parados por pessoas um pouco maníacas (haha), mas isso é oooutra história também.

Ponte de Isfahan

Ponte de Isfahan

Fomos, assim, parar na Naghsh-e Jahan Square, um dos locais mais bonitos que vimos durante a viagem. Com suas mesquitas históricas, ela tinha um grande jardim ao centro com bazares a sua volta. Nos bazares era possível presenciar a confecção de tapetes persas e artesanatos em geral, como as típicas caixinhas decoradas com mosaicos e pratos de cobre pintados com tinta azul.

Naghsh-e Jahan Square

Naghsh-e Jahan Square

Depois de um dos integrantes se perder e nosso líder ficar na praça o procurando na praça lotada, à noite, chegamos ao hotel, onde nos deparamos novamente com o problema dos quartos. A reunião do IOC foi adiada pela segunda vez e seria somente na manhã seguinte.

Manhã do dia seguinte, os times foram levados a Naghsh-e Jahan Square novamente enquanto os líderes de equipe se reuniram no hotel Safavi para decidir os tão esperados problemas (ainda bem que este ano eles já tinham sido pré-selecionados, menos trabalho, menos correria e menos confusão). Então tivemos problemas na saída do hotel, fomos levados para Teerã. No meio da volta ao aeroporto de Teerã, andamos de marcha ré por quase 1 km, paramos em Kashan e depois em um posto pra comer um “fast food” iraniano (ou seja lá o que aquilo for), ouvíamos a frase “hurry up” várias vezes e chegamos ao aeroporto.

Foto única do aeroporto (mais uma e... risco de prisão)

Foto única do aeroporto (mais uma e… risco de prisão)

Ao contrário da separação que sofremos na Alemanha este ano, em 2011 a saída foi cheia de despedidas tristes; apesar de toda a confusão, o IYPT 2011 deixou saudades. Passamos cerca de 7 horas conversando com outro time no aeroporto. Entramos para a sala de embarque e seguimos para Dubai, onde passamos os 3 dias seguintes em meio ao Ramadã. Definitivamente, o IYPT 2011 foi uma experiência estranha, mas divertida e única.

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