A história por trás de um time que fez história

Lá se vai o 7º ano em que o Brasil participa do IYPT. Nossa colocação? 7ª! A melhor da história do Brasil, com uma prata inédita! Isso é só a confirmação de que o Brasil vai ganhando cada vez mais espaço, que ano após ano, time após time, a imagem do Brasil vai melhorando com o comitê internacional, o júri se tornando cada vez mais imparcial e, assim, nossa nação vai galgando as posições que lhes são de justiça desde o início pelo nível de preparação que as equipes do Brasil mantiveram pelo menos nos últimos dois anos em comparação com os times então presentes no mundial.

Este post é sim um post comemorativo (afinal de contas, é praaaaaata!!!!), mas, antes de mais nada, é um post que pretende relembrar a história de equipes que na verdade até hoje são um time só (que só cresce com os anos) e que fez história na madrugada de ontem. 🙂

2004 – 2007: Quando tudo começou

Tudo começou em 2004. O IYPT então surgia no Brasil. Naquele ano, participaram do IYPT Brasil aqueles que hoje são seus organizadores, os integrantes da B8 Projetos, o que prova que o IYPT nada mais é que uma paixão para uma vida inteira.

Do lado esquerdo da foto: Thiago Serra, Márcio Martino e Victor Ando.

Do lado esquerdo da foto: Thiago Serra, Márcio Martino e Victor Ando.

Na época, o IYPT era organizado no Brasil pelo Ozimar Pereira. Problemas à parte, quem está familiarizado com a história da IJSO 2006 deve ter noção do porquê de o IYPT ter parado de ser organizado no Brasil no ano seguinte.

Nessa época, o Brasil também teve seu período de glória na fase internacional. Começamos em 2004. Inexperientes, terminamos em 15º dentre os 24 países participantes naquela edição na Austrália. O importante era que o Brasil dava sua cara a tapa e fazia sua primeira aparição. Veja aqui mais informações sobre o time de 2004.

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Time de 2004: Aron Heleodoro, Diogo Rodrigues Bercito, Emanuelle Roberta da Silva, Luiza Almeida Aoki e Victor de Andrade Lazarte.

Chegou então 2005. Com um time forte e experiente (dois dos participantes da edição anterior voltavam para reforçar a equipe: Diogo e Emanuelle). Então o Brasil conseguiu, na Suíça, sua primeira medalha na competição internacional, também com a 7ª posição repetida na madrugada de ontem, porém entre 24 países, o que era assim considerado uma medalha de bronze. Veja aqui mais informações sobre o time de 2005.

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Time de 2005: Daniel Nogueira Meirelles de Souza, Diogo Rodrigues Bercito, Emanuelle Roberta da Silva, Juliana Ogassavara e Marcelo Puppo Bigarella.

Depois de um ano, o time brasileiro voltava inteiramente renovado para a competição, que desta vez seria na Eslováquia. A princípio, um dos integrantes da equipe anterior, Daniel Meirelles, havia sido selecionado novamente na competição nacional para representar o Brasil, mas não pôde participar por motivos pessoais. Mesmo assim, em 2006, quando os problemas da organização antiga já começavam a aparecer, o Brasil ficava em 13ª colocação entre as 24 nações presentes, o que nos garantia mais uma suada e honrada medalha de bronze. Confira mais informações a respeito da equipe de 2006.

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Time de 2006: Daniel Fernando Pinto, Felipe Vignon de Castro Rios, Luciano Xavier Pereira, Marcos Cardoso Ramos e Pedro Lisbão.

Então veio 2007, o último ano em que o Brasil participou do IYPT antes de seu retorno. O Brasil, então, caiu algumas posições no ranking e assim, na edição que se realizou na Coreia do Sul, figurou em 17º de 21 países participantes, sem trazer medalha. Vale lembrar que cada ano é um ano. Às vezes as equipes mais tradicionais (e a do Brasil) voltam mais fortes, às vezes mais fracas, e isso pode fazer com que o Brasil caia ou suba algumas posições. De qualquer forma, esta foi a última equipe a figurar no cenário do IYPT até 2011. Confira aqui mais informações sobre a equipe de 2007.

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Time de 2007: Caio Costa Perona, Camilla Matias Morais, Diego Peres Alonso, Kenji Ahualle Horimoto e Luis Gustavo Costa Velani.

Provando que não dá para esquecer o IYPT, hoje, boa parte dos ex-participantes dessa época se tornaram jurados da fase nacional desde 2010: Diogo Bercito, Emanuelle da Silva, Victor Lazarte, Daniel Fernando, Felipe Vignon (que chegou até mesmo a ser orientador na preparação das equipes de 2011 e 2012), Camilla Morais, Luís Gustavo Velani, entre outros.

2010: O retorno do IYPT Brasil

Após três anos de hiato, a B8 começou a reorganizar a fase nacional aqui no país, o IYPT Brasil. Segundo as palavras do próprio Márcio no encerramento da competição, o torneio nacional de 2010 foi “uma edição beta”. Isso porque a nacional voltava a ser reorganizada no Brasil como uma espécie de teste, já que teve sua realização no início do segundo semestre e não selecionou nenhum time para a fase internacional do IYPT.

Primeiro PF da sala 1.

Primeiro PF da sala 1.

2011: O Brasil volta ao torneio internacional

Passada a edição nacional de 2010, a de 2011 seria para valer. Depois de quatro anos sem participar do IYPT, o Brasil selecionaria uma equipe para mandar para a edição que seria realizada no Irã. O IYPT Brasil 2011 teve seus pontos épicos e acho que todos devem se perguntar até hoje se “chama é plasma” haha (quem estava lá, vai entender). A equipe do colégio Mater Amábilis se sagrava campeã mais uma vez e, diferentemente do que aconteceria nos anos seguintes, dois integrantes do 1º lugar comporiam a equipe brasileira (com outros três do 2º ao 4º lugar), em vez de somente um.

Afinal, chama é plasma? hahaha

Afinal, chama é plasma? hahaha

E, assim, formou-se a equipe que representou o Brasil no Irã. Ainda inexperiente, em meio a problemas de equipe e muitos outros gerados por conta da organização local, fora a imensa parcialidade por parte do júri (algumas vezes chegava a parecer que eles sequer estavam prestando atenção nas apresentações do Brasil, porque um 4 de nota era garantido independente de qualquer coisa), o time ainda conseguiu retornar com a 15ª colocação (mesma da primeira aparição do Brasil no torneio) em meio aos 21 países participantes (houve uma queda neste número devido à problemas diplomáticos do Irã com outras nações). Assim, voltamos para casa com muita bagagem cultural, mas sem medalha. Veja aqui mais informações a respeito da equipe de 2011.

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Time de 2011: Bárbara Cruvinel Santiago, Danilo Moreira Simões, Julliana dos Santos Frassei, Lucas Henrique Morais e Mateus Braga de Carvalho.

2012: Brasil volta a receber medalha e ao top 10 mundial após 7 anos

O IYPT Brasil 2012 foi tão peculiar quanto o de 2011. Quem não se lembra de “a culpa é sua!” ou “desculpa, é que eu sou gago” haha. Além disso, a nacional mudou suas regras de seleção naquele ano: uma pessoa de cada um dos 5 primeiros times comporia o time brasileiro, o que foi muito importante, já que mesmo o 5º lugar levou dois dos melhores problemas resolvidos pelo Brasil em 2012. 🙂

Nunca os próprios participantes riram tanto de si mesmos na final do IYPT Brasil. 🙂

E assim se formou uma equipe brasileira forte como jamais havia se visto. A equipe que pôs o Brasil de volta entre os melhores do mundo! O país já estava mais experiente; havia uma integrante do ano anterior voltando, a Bárbara, e a equipe num geral estava bastante renovada. Em termos de idade, algo ainda mais curioso: 3 dos 5 participantes de 2012 estavam no 2º ano do colegial ainda. Foi também o primeiro ano em que levamos o Hugo, o mascote da equipe nacional.

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Time de 2012: Bárbara Cruvinel Santiago, Guilherme Ribeiro Moreira, Ibraim Rebouças, João Gabriel Faria e Miranda e Liara Guinsberg.

Pois bem, a edição de 2012, na Alemanha, foi aquela em que mais equipes participaram do IYPT (28 países), sendo um ano histórico para o Brasil: o time brasileiro tirou seu primeiro 10 da história, chegou pela primeira vez em 5º lugar nos rankings parciais, ficou pela primeira vez na zona de premiação de medalha de prata por algumas rodadas e, depois de 7 anos, conseguiu voltar ao top 10 mundial, garantindo a medalha de bronze mais bem colocada até então (10º de 28) e, mais do que isso, mostrando ao comitê internacional que não estávamos voltando para brincar. Como nada é perfeito, tínhamos nos mantido na zona da prata até o último PF, até que influências políticas prevaleceram e enfrentamos um júri totalmente parcial (confira algumas das informações a respeito desses acontecimentos em um post antigo da Liara) e, assim, tivemos nossa prata levada embora (mas… tudo tem sua vingança haha, continue lendo). Veja mais informações a respeito da equipe de 2012.

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Time completo (membros, líderes, guia, visitante e mascote) logo após a cerimônia de premiação.

2013: Brasil é premiado com prata inédita

Em 2013, uma coisa era fato: a equipe brasileira do ano anterior não havia ficado nada contente com os pontos (e prata) roubados na última rodada e queria revanche. Pois ela veio…. O IYPT Brasil 2013 foi bastante interessante; as equipes que participavam da nacional desde 2010 já haviam se formado no ensino médio, deixando espaço para muitas caras novas. Dos três medalhistas internacionais que podiam voltar como membros, o Guilherme (ou Gago, como queira) voltou como “professor” líder de equipe por questões pessoais; o Ibraim retornou conquistando o 1º lugar com uma excelente apresentação do problema 7 (que por acaso foi usada pelo time brasileiro no 1º PF de Taiwan), mas, acatando um acordo feito no ano anterior, deixou que outro integrante de seu time fizesse parte da equipe brasileira em 2013; a Liara voltou também, com uma apresentação linda do sóliton na final e sendo parte extremamente fundamental para o sucesso da equipe brasileira deste ano.

Discussão entre Liara e Ibraim.

Discussão entre Liara e Ibraim.

Lembra que a equipe brasileira do ano passado estava meio nervosa com a história prata/bronze? Pois então, era questão de honra ganhar a prata em 2013. Todos os integrantes da equipe de 2012 estiveram presentes para que a preparação da equipe de 2013 fosse a mais bem-sucedida possível. De maneira curiosa, a equipe de 2013 teve exatamente a mesma configuração de 2012: dois de São Paulo, um de Santos, um de São José dos Campos e um de Teresina. A equipe voltou com nível semelhante de preparação e com 2 anos de time brasileiro de experiência acumulados na bagagem.

Time de 2013: Amanda Maria Marciano Leite Oliveira, Denise Sacramento Christovam, Gabriel Demetrius Bertoldo da Silva, Liara Guinsberg e Vitor Melo Rebelo.

Time de 2013: Amanda Maria Marciano Leite Oliveira, Denise Sacramento Christovam, Gabriel Demetrius Bertoldo da Silva, Liara Guinsberg e Vitor Melo Rebelo.

Foi assim que rodada após rodada, o time brasileiro foi galgando posições, repetiu a melhor classificação parcial conseguida em 2012 (5º lugar), manteve-se na zona da prata por mais tempo e voilá! É prata! É prata! A madrugada da última rodada foi eletrizante aqui do Brasil. Devido ao fuso, ficamos todos acordados até por volta das 3 da manhã atualizando informações do último fight, traçando estratégias, nos comunicando com quem estava por lá para conseguir qualquer tipo de informação e calculando excessivamente as médias das outras salas, porque qualquer décimo podia nos levar a prata embora de novo. Quem acha que final de copa do mundo é emocionante nunca ficou “dando F5” na página de resultados do IYPT. O Brasil repetiu, assim, sua melhor colocação em posição final, ficando em 7º de 26 nações, deixando 19 países para trás (ultrapassando o recorde de 18 países de 2012) e garantindo nossa sonhada medalha de prata. Uma página do time de 2013 será montada em breve. 🙂

Líderes, mascote e membros do time logo após a premiação.

Líderes, mascote e membros do time logo após a premiação.

2014: Que tal um ouro?

Chegando ao fim do post, só uma coisa a dizer: agora o time tem 3 anos de experiência, muito mais ex-participantes da internacional para ajudar na preparação e uma boa imagem perante o comitê internacional esculpida nos últimos anos… Que tal um ouro em 2014? Vamos todos colaborar pelo time do Brasil na final? 🙂

Physics Fights in IYPT 2012

People in the national phase are still in the stage in which the reports are being sent to our official national organization, but we know that later, they’ll have to engage in national PFs if they want to be one of Brazilian team’s five members this year. Soon, some PF videos we arranged from 2011 national phase will be released on YouTube. However, meanwhile, you may want to know in detail how the Physics Fights went in Germany and, maybe, watch the fights’ videos.

You already know that we had the national phase, that we prepared for some months, that we went to Germany, that we had fun during our free time, that we met people there (and mascots haha), that the city of Bad Saulgau was totally involved in IYPT, that we stayed in a beautiful campus and that we got (and comemorated of course) a medal. Nevertheless, how did we get there? So, let’s get down to our Physics Fights, which were held in the local Student Research Center. For those who do not know how the competition works, watching the brief official promo video will help.

July 21st, day of our first fight. While in the morning we had the opening ceremony, the afternoon would be the time when all the teams would experience their first 2012 discussions. Our fight would be against Belarus and Slovenia. In that fight, Ibraim was our opponent, João played as our Reporter and Bárbara performed as the Reviewer. We first opposed problem number 2, cutting the air, presented by the team of Belarus. Working against the time for making our opposition presentation slides was tough in our first trial, but we were able to adjust everything while the competition continued. Then, we became the reporters. We first refused to present problem number 12, lanterns, which was a problem we had developed but that, for some reason, we didn’t try to present. That was initially a problem, as in the international phase, you can only refuse to present 3 problems during all the competition rounds without effects on the grades. Ok, but the second (and accepted proposal) was problem number 6, woodpecker toy, opposed by Slovenia and reviewed by Belarus. Beginning with a live demonstration, going through our equations and experiments, the discussion finished with our final conclusions as standard. Then we took part as reviewers for problem number 5, bright waves (presented by Slovenia) and the fight was over. After about 3-4 hours of “physics fighting”, we got to 15th place in the competition ranking, so we did need to improve for our next fights if we wanted to get a prize after all.

July 22nd, day of our second and third fights. We did want to grow in the competition, we just didn’t expect how far we would get that day! In the morning, we had our second round. Ibraim began again, but this time as our reviewer, for problem number 7, drawing pins, presented by Singapore and opposed by Georgia. In the following stage, João became our opponent for problem 14, granular splash, which was presented by team of Georgia. And, finally, we were the reporters with problem 10, rocking bottle, presented by Liara with the team of Singapore as our opponent. The round was great and we got to 9th position. In fact, in the middle of tens of countries, that already granted us a bronze medal! We just needed to maintain our positions.

After lunch, it was time for our third fight. We went to our dorms to get some stuff and almost didn’t get to the Student Research Center on time, but that’s a looong story. As we arrived late to our fight room, everybody was already there. The room was CROWDED! Every single place available in the audience was taken, the competition president was in the room and looking at all those faces there to watch us gave us a sensation of “wow! we’re screwed”. To worsen it, we would be the first reporters. We were challenged problem 9, magnet and coin. We hesitated, but accepted the problem. Bárbara was our reporter, team of Nigeria was the opponent and team of Bulgaria played as the reviewer. That report got the first mark 10 Brazil has ever received in the competition’s history! We seriously didn’t believe that. Among 2520 grades in the selective 2012 PFs, only 4 were 10, one was ours! Then João was our reviewer for problem number 14, granular splash, presented by Nigeria, we did get a good average also! And then Bárbara was our opponent for problem number 5, bright waves, reported by Bulgaria. That PF was our best among all rounds, we accumulated more then 42 points in that fight (which is really a lot by the way) and made to the 5th position! That day’s fights brought us to the best partial ranking of Brazil in IYPT’s history and the position of a silver medal. Ok, we were definitely happy as you may imagine and couldn’t stop smiling of course haha.

July 23rd, day of our fourth PF. We discussed a lot in the piano room in the night before. We were happy with results until then, receiving congratulations from people here in Brazil (our Facebook was full of notifications from our friends that day haha) and from other teams in the competition. But, something that only we knew was: the probability of refusing more problems than we could was huge, we needed to count on luck to get the results we wanted. We entered the room and, gradually, the jury chairs were being taken. That jury was composed by some of the most rigorous evaluators in the competition indeed. João was again the reviewer for problem 14, granular splash, this time presented by the team of Czech Republic. Then, Bárbara was the opponent for problem number 3, string of beads, presented by the team of Indonesia. Finally, we were the reporters. First, we rejected problem 2, cutting the air, and Liara was our reporter for problem number 11, flat flow. Although we had some problems with the time for presentation, her solution was in fact great and we could achieve good grades from that rigorous jury. 🙂 We fell to the 8th position in that fight, but there was still room for recovering.

July 24th, day of our fifth and last selective fight. We wanted to remain among silver medalists, but, as nothing is perfect, we had some problems (which I previously quoted to be best conveyed through one of Liara’s post in her blog, I won’t need to write it again). We rejected problem 17, ball in foam, and 15, frustrating golf ball, finally accepting problem 7, drawing pins, which was presented by Ibraim. We really don’t know where those grades came from, as his solution was among our best reports (seriously). Then, Bárbara was the reviewer for problem 12, lanterns (presented by Slovakia), with the help of Guilherme, who was reponsible for this problem. In the end, Liara was our opponent for problem 1, gaussian cannon (presented by the Netherlands), also with Guilherme’s help. We finished in 10th, not what we were expecting, but that was in the top 10 after all, and granted us the best Brazilian result (in percentage) in the tournament’s history, with a bronze medal.

Then, the tournament was over to us. There was a party for the competitors, the final fight with Iran, Singapore and South Korea, tours, a trip to Lake Constance, the closing ceremony and the trip to Stuttgart.

If you want to check all the partial grades and results of all the teams in the competiton, you may acess it though this link. All the videos from the team of Brazil 2012 fights are on YouTube.

 

 

As viagens pós-torneio: Stuttgart (2012) e Isfahan (2011)

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Todo ano, após os dias do torneio propriamente dito, há uma viagem de dois dias organizada pelo comitê local para alguma outra cidade do país sede. Esses dois dias servem para passear, relaxar e, por ventura, entrar mais em contato com outros times. Pois é, quando a viagem vai ficando boa, ela termina… São nesses dois dias também que há reuniões do IOC pra decidir os tão esperados 17 problemas de cada ano.

Stuttgart (IYPT 2012):

Cidade conhecida por ser pólo automobilístico da Alemanha, saindo da pequena cidade interiorana de Bad Saulagu, Stuttgart foi o destino das jovens mentes de quase 30 países do mundo este ano nos dois últimos dias de viagem na Alemanha.

Sair do campus da escola japonesa com seu cheiro de madeira molhada (resultado de muita chuva e das infinitas árvores no local) não foi muito divertido; Bad Saulgau tinha nos recebido muito bem. O IYPT deste ano nos marcou com histórias profundas e pelo ambiente do torneio. Na hora de partir, juntamos as diversas garrafas (de água com gás) que foram juntadas em todos os quartos do alojamento ao longo da semana de competição, pegamos os ônibus designados a cada um dos times e seguimos para Stuttgart. Lá, os times foram separados em dois hostels. Amizades recém-formadas ficaram divididas entre os dois albergues nos últimos dias de viagem para que todos pudessem se acomodar, mas são consequências de um grande evento.

No primeiro dia, logo ao chegar, deixamos nossas malas, e rumamos à sede mundial da Daimler-Mercedes Benz, uma das patrocinadoras do torneio, onde fomos recebidos com uma palestra, tour e almoço especialmente designado aos participantes do IYPT. Gente querendo tirar fotos com os super carros da Mercedes foi o que não faltou haha.

Capa da apresentação inicial

Capa da apresentação inicial

As duas noites que passamos no International Youth Hostel foram bem gastas próximas a máquinas de sorvete e refrigerante usando Wi-Fi no primeiro piso, conversando via Skype com o pessoal aqui no Brasil e trocando ideia (e danças típicas) com integrantes do time da Bulgária.

Benditas máquinas de sorvete que acabaram com a nossa grana aos poucos

Benditas máquinas de sorvete que acabaram com a nossa grana aos poucos

No dia seguinte, fomos ao museu da Mercedes enquanto o IOC se reunia. Depois, abandonados por nossos guias no meio da chuva em Stuttgart com parte do time da Bulgária pra achar uma forma de voltar ao hotel. Acabamos sem encontrar uma estação de metrô funcionando que fosse e nos salvando porque a menina da Bulgária falava alemão. Caímos no hotel dos outros times, mas antes conseguimos um Burger King por perto. No fim das contas, conseguimos pegar metrô, nos perder por Stuttgart, tirar fotos legais e voltar pro hotel. Ficamos esperando o Thiagão, mas aparentemente o IOC estava muito indeciso quanto aos nomes dos problemas e a reunião só acabou de noite.

Perdidos em Stuttgart

Perdidos em Stuttgart

Saímos por Stuttgart pelos principais pontos (apesar de tudo já estar fechado quase), passamos no meio de uma parada gay e acabamos por acaso no mesmo restaurante em que estava o time suíço apesar de longe de ambos os hostels.

Praça central

Praça central

A noite terminou de maneira semelhante à noite anterior, mas com a gente dando um chapéu do time brasileiro e, hm… outras coisas mais, enfim, era a última noite na Alemanha, não era muito divertido pensar nisso.

Último dia, o Ferdinand nos levou até a estação de trem, nos auxiliou com os táxis, malas e tickets, fomos ao aeroporto e rumamos à Suíça, onde passaríamos os cinco dias seguintes (com direito a atraso no voo e problemas consequentes disso e tudo mais).

Assim, melancolicamente, terminou o último e mais divertido IYPT da história.

Isfahan (IYPT 2011):

Madrugada do do dia 29 de julho de 2011. Acordadas com a queda e conseguinte volta da energia elétrica, as meninas foram acordadas no alojamento feminino em Teerã, no único IYPT da história em que os times mistos foram separados por causa das leis locais. Todas se ajeitaram e desceram as escadas com suas grandes malas pesadas. Esperamos as portas serem abertas para a escuridão em que o dia ainda estava e chegamos à frente do prédio da física, onde nos entregaram os certificados e esperamos o ônibus que nos levaria para o mesmo local da universidade onde estavam os meninos. Então, seguimos para Isfahan.

À frente do prédio da física

À frente do prédio da física

Depois da confusão de troca de ônibus, pegamos a estrada desértica para a uma daquelas cidades que você vê nos livros de história da Pérsia ou em aulas de história da arte na escola. Paramos em um posto, tomamos café da manhã, voltamos ao ônibus, paramos em um local estranho e finalmente chegamos a Isfahan.

Estrada para Isfahan

Estrada para Isfahan

Na porta do hotel: confusão! Passaportes de times foram perdidos, falta de vagas para todos os times (sendo alguns transferidos para um hotel próximo), meninos e meninas sendo colocados nos mesmos quartos contra as leis iranianas (por esse último eu pessoalmente fui afetada, o que me resultou em uma noite dormindo em um tapete persa em um quarto de meninas de outra equipe, mas isso é detalhe que foi resolvido depois de muita briga à 1:30 da manhã) e coisas afins. Fomos, primeiramente, a um local que, guardadas as devidas proporções, comparamos ao Taj Mahal.

Guardadas as devidas proporções

Guardadas as devidas proporções…

Depois fomos a ponte de Isfahan. Um local por onde usualmente passa um rio razoavelmente profundo, mas que fica completamente seco no verão iraniano. Lá alguns meninos do nosso time foram parados por pessoas um pouco maníacas (haha), mas isso é oooutra história também.

Ponte de Isfahan

Ponte de Isfahan

Fomos, assim, parar na Naghsh-e Jahan Square, um dos locais mais bonitos que vimos durante a viagem. Com suas mesquitas históricas, ela tinha um grande jardim ao centro com bazares a sua volta. Nos bazares era possível presenciar a confecção de tapetes persas e artesanatos em geral, como as típicas caixinhas decoradas com mosaicos e pratos de cobre pintados com tinta azul.

Naghsh-e Jahan Square

Naghsh-e Jahan Square

Depois de um dos integrantes se perder e nosso líder ficar na praça o procurando na praça lotada, à noite, chegamos ao hotel, onde nos deparamos novamente com o problema dos quartos. A reunião do IOC foi adiada pela segunda vez e seria somente na manhã seguinte.

Manhã do dia seguinte, os times foram levados a Naghsh-e Jahan Square novamente enquanto os líderes de equipe se reuniram no hotel Safavi para decidir os tão esperados problemas (ainda bem que este ano eles já tinham sido pré-selecionados, menos trabalho, menos correria e menos confusão). Então tivemos problemas na saída do hotel, fomos levados para Teerã. No meio da volta ao aeroporto de Teerã, andamos de marcha ré por quase 1 km, paramos em Kashan e depois em um posto pra comer um “fast food” iraniano (ou seja lá o que aquilo for), ouvíamos a frase “hurry up” várias vezes e chegamos ao aeroporto.

Foto única do aeroporto (mais uma e... risco de prisão)

Foto única do aeroporto (mais uma e… risco de prisão)

Ao contrário da separação que sofremos na Alemanha este ano, em 2011 a saída foi cheia de despedidas tristes; apesar de toda a confusão, o IYPT 2011 deixou saudades. Passamos cerca de 7 horas conversando com outro time no aeroporto. Entramos para a sala de embarque e seguimos para Dubai, onde passamos os 3 dias seguintes em meio ao Ramadã. Definitivamente, o IYPT 2011 foi uma experiência estranha, mas divertida e única.

Vídeos promocionais do IYPT

O IYPT possui muitos vídeos de PFs espalhados pela internet. Mas, além disso, ele também possui alguns vídeos divertidos. Em geral, são vídeos promocionais. Após a divulgação do vídeo promocional do IYPT 2012 na Alemanha e do sobre a bobina de Tesla para a candidatura da Rússia ao IYPT 2016, foi lançado também um vídeo de divulgação do IYPT na Suécia (que está abaixo). Antes, também havia sido publicados vídeos dos times no IYPT 2011, como o problema 18 do time alemão e a trajetória do A Team, ou melhor, o time austríaco durante a competição. A Isabella também havia publicado um vídeo de bloopers com algumas partes dos bastidores da equipe Gatos de Schödinger no início do ano.

Enfim, espero que aproveitem os vídeos. No YouTube existem diversos outros que futuros participantes podem gostar de assistir :).

Vídeo de divulgação do IYPT

O IYPT na Alemanha acabou já faz uns meses apesar de parecer que foi ontem. Essa semana, a organização oficial lançou um vídeo promocional (parte em inglês, parte em alemão, mas é tudo bem entendível) com alguns takes dos vídeos que fizeram do torneio. Tem partes de discursos da cerimônia de abertura e de encerramento, alguns vídeos do pessoal se divertindo, e até do nosso guia tocando música brasileira. Se alguém quiser ver mais ou menos como é o clima do torneio internacional, divirta-se com o vídeo. Inspire-se nas pessoas que aparecem no vídeo, pense no trabalho que elas tiveram pra chegar até lá e pense em estar no time do Brasil rumo a Taiwan 2013!

Mascots!

Certainly, something that really called the attention of everybody in IYPT this year was the number of teams that brought mascots to the competition. Probably this was the result of the fact that the LOC kind of estimulated the teams in taking those fluffy things to this edition.

Some of the mascots were: Hugo (Brazil), Lise (Austria), Rydberg (Sweden), Schrödigger (Australia), Supermilchchue (Switzerland), Ernie (New Zealand), the Linux penguin from Germany (not sure about his name), two mascots from Singapore, the panda with the huge head from China and many others! Each one of them was attributed a different story and one may find a lot of funny pictures of these cute mascots on their facebook profiles.

Anyway, some posts about it were made before, like the pool for choosing Hugo’s name, the one in which he was introduced to the world or that about our last week of preparation, in which he appeared a lot. Some links refering to this subject were also put in the pre-departure post and many pics of it can be found in posts about this year’s IYPT.

The only thing we know is that Hugo was definetely the most popular member of our team (in the competition and after that, he actually appeared in the press with our team haha) and that the pool we made to choose his name was totally manipulated by people of certain team hahaha (but we already suspected of what happened when we saw the results), which we found very funny by the way :). Whatever, we wanted his name to be Hugo before, so having help from people of outside was actually nice.

Now, he lives on a shelf in Santos, inside one of the hats of the Brazilian team, holding his badge and an IYPT medal, but he is looking forward to go to Taiwan, so he is going to be handed to one of our team members next year.

Some of the photos of him and his mascot friends can be found below:

People in IYPT 2012

Uma das partes mais legais do IYPT é o fato de você conhecer gente do mundo inteiro que gosta de física e tem os mais variados backgrounds, hábitos culturais, interesses etc. Na fase nacional isso já é perceptível, na fase internacional, isso se torna ainda mais divertido :).

Aliás, a parte mais triste da viagem é deixar vários amigos pra trás sem saber se os verá pessoalmente de novo… Ainda sim, se você tem a perspectiva de voltar para o torneio, é legal ficar um ano inteiro com certa expectativa e rever as pessoas com quem você fez amizade no ano anterior. As pessoas no IYPT são muito amigáveis e simpáticas! Além disso, a própria configuração do torneio, os fights e tudo mais, faz com que todo mundo interaja bastante.

Enfim, esse ano foi excelente para rever amigos e conhecer pessoas novas \o/. Nós, do Brasil, conversamos com muita gente! Claro, tivemos nossos momentos de pagar mico na frente dos outros, mas também brincamos bastante, jogamos conversa fora, fizemos piadas, fizemos boas amizades e mantivemos contato com bastante gente. Obviamente, sentimos falta de todo mundo já :\, o que não é muito legal…

Aí em baixo, tem fotos de alguns times e pessoas que conhecemos (a maioria foi tirada depois da cerimônia de encerramento), mas tem muitas pessoas com quem conversamos bastante e não tiramos fotos por falta de tempo, ou porque desencontramos nos últimos dias e por aí vai.

Vídeos dos Physics Fights do IYPT 2012 na Alemanha

Faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas tem quase duas semanas que meu computador está ligado praticamente 24h por dia pra conseguir colocar todos os vídeos de PFs no YouTube.

Um bom jeito de sentir o que é o IYPT é assistir a vídeos de edições passadas. Eu tinha feito um outro post com links de canais do YouTube onde qualquer um consegue ver vídeos dos mais diversos aspectos das fases nacional e internacional (entrem lá para ver mais alguns vídeos). Além disso, recentemente, achei outro canal do YouTube, o IYPT France, que foi criado esse mês e tem mais alguns vídeos interessantes também.

Eu lembro de quando eu fui participar pela primeira vez da nacional em 2010 e ficava procurando vídeos feito uma louca e não achava nada. Agora, todo mundo tem algumas dezenas ou centenas de vídeos para assistir, se tiver paciência, e ter um gostinho do que é a competição.

Enfim, esse post, inicialmente, era só pra avisar que eu postei absolutamente todos os vídeos que a gente tinha dos fights classificatórios dos quais o time brasileiro participou no IYPT 2012, na Alemanha. Infelizmente, uma das rodadas (stage 3 do PF 1) não foi filmada e também não conseguimos filmar todos as rodadas em sua totalidade por causa de problemas com bateria da câmera, memória etc. De qualquer maneira, vídeos do nosso diário no torneio internacional também estão sendo upados para futuras publicações.

Depois, quando eu for fazer um post para cada um dos round de PFs desse ano, irei anexar os vídeos correspondentes. Daí cada um pode assistir aos fights com uma prévia do que aconteceu e não foi gravado também. Por enquanto, se quiserem, os vídeos estão todos no canal do IYPT BR, mais especificamente na playlist IYPT BR – IYPT 2012: Physics Fights (Team of Brazil).

Escolha o vídeo aí em baixo de acordo com suas preferências de round, papel desempenhado, problema apresentado, países envolvidos ou qualquer outro critério e divirta-se assistindo aos PFs!

Choose the video below according to your preferences of round, performed role, presented problem, envolved countries or any other criteria and have fun watching the PFs!

The IYPT medal

Há 6 anos o Brasil não trazia medalha para casa. Há 7, não ficávamos no top 10. Nunca tínhamos deixado 18 países para trás incluindo tradicionalíssimos campeões e medalhistas dos anos anteriores. Aparentemente, ficamos pela primeira vez na história do país no torneio na faixa da premiação da prata por algumas rodadas, tiramos nosso primeiro 10 (com a apresentação do magnet and coin da Bárbara), alguns 8’s e 9’s também. Afinal de contas, esse foi o maior IYPT da história, 28 países participantes e nada disso deve ser esquecido.

Todos já sabem, mas não custa lembrar… O Brasil já tinha participado no IYPT de 2004 a 2007 sob outra organização. Durante esse período, conseguimos dois bronzes (e esses times passados também foram bem importantes, como todas as delegações passadas foram :)). Depois disso, o IYPT Brasil voltou a ser organizado em 2010 (espécie de edição “beta”) e, em 2011, a primeira seleção brasileira sob a organização da B8 foi feita. Então, o Brasil voltou a participar no ano passado, na edição do Irã. Devido a alguns problemas sobre os quais não vale a pena fazer comentários, não conseguimos uma medalha por lá. Enfim, um ano se passou, uma nova equipe foi formada, alguns problemas foram corrigidos e cá estamos nós, podendo comemorar a volta do Brasil à lista de medalhistas no IYPT :D. É realmente muito bom poder fazer parte disso. E, como diria o Thiagão: “Agora é o bonde sem freio do Brasil”. Ninguém segura a gente mais, o pontapé inicial já foi dado, não voltaremos sem medalha nas próximas edições provavelmente.

Tudo bem, ficamos meio bravos com o resultado, tanto com o nosso quanto com o da final, depois eu vou escrever mais sobre isso quando for tratar de cada uma das rodadas de fights separadamente. Mas, por enquanto, quem quiser pode ler um post que a Liara fez no Vida de Olímpico, que esclarece bastante coisa…

Enfim, ainda postarei mais sobre a cerimônia de encerramento, nossa comemoração, incluindo o coquetel em que tivemos mais oportunidades de conversar com os outros times depois da premiação e bla bla bla. Este post é especial para falar sobre a medalha (que é linda *-*, parabéns aos designers).

O que essa medalha tem de tão especial? Muita coisa! Porém, visualmente, ela já chama atenção pelo seguinte motivo: os versos das nossas medalhas todas juntas formam um padrão, mais especificamente, o desenho do sistema solar tal qual ele estava no exato momento em que elas nos foram entregues. É interessante como cada medalha é única, só que é ainda mais especial quando todas estão juntas, assim como cada time deve ser no IYPT, como o nosso time era (ou ainda é): cada um tinha um talento especial, mas éramos completos na presença dos cinco.

Medalhas juntas (parte de trás) – sistema solar no momento da premiação.

O desenho das medalhas de prata era algo que lembrava simulações de computadores. Já a respeito das medalhas de ouro, que foram entregues separadamente, juntando não só de um time, mas sim dos três times finalistas, tem-se o desenho de uma colisão de prótons, para lembrar do Bóson de Higgs. Cada um desses desenhos tem um significado especial, que foi explicado durante a premiação, o que pode ser visto no vídeo abaixo (infelizmente eu não tinha vídeos dos seguintes países recebendo as medalhas: Irã, Áustria e Singapura).

Independente de qualquer coisa, ficamos muito felizes com o resultado e, claro, tiramos muitas fotos com a medalha, mas muitas mesmo… Gritando “Brasil!”, mordendo as medalhas, com outros times (essas serão pra outro post), me segurando (só porque eu sou pequena? u.u), delegação inteira (incluindo guia), das medalhas sendo separadas e escolhidas etc etc etc. Era felicidade demais pra um time só, acho que as pessoas estavam achando a gente esquisito demais… mas quem liga?! haha. Acho, ou melhor, tenho certeza, que a premiação e o coquetel de encerramento juntos foram um dos dois pontos de pico máximo de felicidade que eu tive durante o torneio (o outro foi na terceira rodada de PFs), por motivos variados, entre os quais certamente está a medalha :).

Pra provar o nosso estado depois da premiação, podem até ver o vídeo da nossa chegada épica no campus dos alojamentos após o encerramento:

Enfim, algumas fotos da medalha estão abaixo. Mais algumas virão quando eu for falar sobre a cerimônia de encerramento e assuntos afins.

Japanese school campus: the place where we used to rest (and work…) during IYPT

While we were in Bad Saulgau for this year’s competition, all the teams were accomodated in the Japanese school campus, where the dormitories were located. Apparently, this campus does not have anything there for most of the time, so it was specially prepared to receive all the competitors from the 28 different nations.

It was a beautiful and wooded site, there were trees everywhere. The teams’ bedroom were separated into two major buildings. Each bedroom had bunk beds and could accomodate two people or the whole team depending on how many boys and girls the team had. Also, there were shelves, chairs, desks and a wardrobe. Plaques with the names of the people that were going to occupate each room for the week as well as the flag of the country of which they were from were placed in the doors. When we got to our rooms, one bag for each participant with the tournament stuff, like badges, T-shirts, touristic info etc were above each of the room’s desk. Some pictures of these first impressions can be seen in another post.

The building in which our bedrooms were.

Just the main building (in which one could find rooms with people of the organizing team for information) was equipped with internet connection and, as we weren’t sleeping there, we had to take some time everyday in the stairs of this part of the campus. That was somewhat funny (ok… that was quite weird in the beggining in fact), as a lot of people were always stopping by the stairs to take some picture of what we were doing. Seriously, there must be a hundred of photos out there spread through the world of the Brazilian team using their laptops in the stairs…

Brazilian team using internet in the stairs.

But beacuse of these problems with internet, we started using the organ room in the nights, when we used to prepare our strategies based on what we experienced during the fights and on the previews of the next ones, contacted our family, studied and researched a bit. That room was amazing! Actually, a lot of people used to appear during the day to play the piano there. People from Iran, Australia, Germany, Indonesia, some guides and many other people. Not seldom, also a lot of people appeared to listen to what was being played, which was actually really fun. Below, you can see a video with recordings of some of this “private piano auditions” baggining by Ferdinand (our guide), playing some Brazilian songs, followed by Reza (Iranian team leader), playing his own compositions.

Pic of one of our nights in the piano room.

The campus was also place for some parties, which is going to be subject of another post. Also, we spent sometime there chatting and playing with other teams and that’s a really fun part of IYPT. Some soccer matches were held in the lawn and in a field they had in the back part of our building.

End of some soccer game.

Also in the back part of the campus, there was and exit to the city streets, which we used a lot as it was closer to our rooms.

A tent was placed in the middle of the area to serve as the dinnig room for the teams. There we had our breakfast, lunch, dinner… usually composed of some pasta, potatoes, salad and always bread. To drink we always had sparkling water, apple juice or coke. By the way, we have an interesting story of one of our team members and the coke… but I don’t think he’s going to be happy with me publishing this particular case haha. We didn’t have any problems with the food this year, so that was actually something good.

Inside the place where we had our meals.

In general we didn’t have much time to rest, as we were always thinking about something…

Ibraim solving the equations for problem number 7.

…but we tried to rest a bit in our rooms.

Rest?…

Now, there is a video of the usual path from our building to the main one, in which we used to walk all the time. Usually, at night, when we were coming back to our dorms from the piano room, the sky was always gorgeous and full of stars there.

Below, you can find some more photographs.