Como foi o IYPT em Taiwan (by Liara)

Curiosos pra saberem mais detalhes de como foi o IYPT em Taiwan? Bom, como eu não fui pra lá desta vez, tive que apelar para outros recursos pra conseguir postar alguns detalhes aqui. Assim, abaixo, segue um post que a Liara colocou em seu blog Vida de Olímpico. Para ler o post em sua fonte, clique aqui. Acesse o blog dela também para mais posts sobre o IYPT deste ano e do ano passado.

Em um próximo post, espero poder postar algumas fotos e links para fotos da equipe brasileira deste ano. Para mais informações sobre como foi a edição deste ano, acesse o Facebook do IYPT BR, que foi constantemente atualizado durante o torneio.

Fiquem abaixo com a citação do post e boa leitura!

Oi pessoas!

Tudo bom?

Então, estou aqui num ônibus pra Tao-Yuan, em Taiwan, pra pegar um voo pra áfrica do Sul, pra ir pra cidade do cabo… bom, acho que vai demorar um pouquinho até eu chegar em… algum lugar, digamos assim.

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Bom, vamos agora à olimpíada… ganhamos prata (\o/), um troféu maneiro loucamente legal, um bando de souvenirs dos outros participantes, etc etc etc.

E como chegamos nisso? Ok, longa história…

Primeiramente, teve a nacional… conseguimos segundo lugar, apresentando o sóliton. Admito que naquela época ele não estava em seu melhor estado, algumas falhas, faltas de comparações e etcs, mas já estava no caminho para conquistar uma das coisas mais legais que eu já ganhei em minha jornada olímpica.

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Outro dos meus problemas era o jato e sabão, que tem fotos lindíssimas (por isso que eu escolhi esse), que também (mesmo sem ser apresentado por mim em nenhum torneio 😦 ) foi fundamental para nossa “medalha” tão almejada.

Para o torneio internacional, fiz o honey coils também, que era do Bruno na nacional, peguei várias partes da apresentação dele, estava muito boa, adicionei experimentos, mudei a ordem e as comparações e pronto (bom, falando assim parece fácil, mas demorou pra caramba e deu muito trabalho, mas acabou ficando bom 🙂 ). Mais um problema que não chegou a ver a luz dos fights…

Quando chegamos, um dia antes do torneio, eu estava passando muito mal do estômago, muitas horas de voo, comida estranha, cansaço e stress, mas depois de uma bela noite de sono (ok, consegui dormir por umas 4 horas, acordei no meio da madrugada sem sono algum) e piscina aquecida, melhorei.

Fomos então à cidade do torneio (até agora não sei o nome), para os nossos quartos, num calor absurdo e umidade gigantesca, encontramos um dos quartos mais estranhos de toda a história de quartos estranhos, com camas da grossura de papel, janelas que davam para o dormitório dos meninos (mesmo com a veneziana fechada, dava pra ver o que se passava nos quartos), ar condicionado que funcionava quando queria e um chuveiro que não prendia na parede… além do exaustor louco que parecia gritar. Ocasionalmente.

Bom, teve o “jantar de abertura”, mas foi como qualquer outra refeição, simples, comidas estranhas e apimentadas, acabei não comendo… mas não estava com fome, de qualquer jeito.

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No dia seguinte, a abertura, definição dos fights e emoções adoidadas. Fui uma das primeiras a pegar o leque (muito bonito, por sinal), com o número 22. (Pensei que tivesse pegado o número errado, mas no final, não havia mais certo do que esse). Em 21, Alemanha, e 23, Coréia. Fiquei muito feliz, e ao mesmo tempo, com um leve medo, mas preferi escolher a primeira sensação e confiar na sorte do 22. Naquele mesmo dia, o primeiro fight, revisores primeiro, do time da Alemanha, problema 3, da bolinha. Por algum motivo (coincidência ou não) eu havia sonhado exatamente com esse fight, com exatamente esse problema, mas deixando isso pra lá, foi uma apresentação fraca, uma oponência não muito boa e avaliação normal. As notas não foram muito altas, mas não foram surpreendentes. Depois, fomos oponentes da Coréia, ascensão da água… sinceramente, nosso problema da nacional (do Rafael) estava muito melhor, mas as notas deles foram altas, por algum motivo. Depois, fomos relatores, problema 7, ouvindo a luz. O fight foi normal, Alemanha nossa oponente, mas depois eu soube que eles não haviam terminado o problema, o que explicou as perguntas fora de foco e um pouco confusas. Novamente, notas intermediárias, mas que nos proporcionaram o décimo lugar depois daquele fight (uma boa coisa, visto que ano passado ficamos em décimo quinto).

O segundo fight foi épico, não sei se acho isso porque eu apresentei um problema (subjetividade pode estar atuando), mas as notas foram fantásticas. Com 41.5, subimos para quinto lugar, segunda melhor nota daquele dia (não me recordo quem foi o primeiro, talvez Singapura). Apresentei o 3, bola saltitante, 11:20 min de apresentação, tudo tão explicado (mais do que seria nos meus mesmo, que eu vomitaria slides infinitos, experimentos infinitos e teorias infinitas), o fight foi bem divertido, o oponente da República Tcheca era extremamente educado e calmo. 🙂

Depois, revisores, também notas altas, assim como oponente, do honey coils, uma apresentação extremamente estranha, com dados que até agora eu não acredito (durante o fight, eu mostrei que eles eram incompatíveis com… tudo), mas consegui notas boas, mesmo tendo que me virar com respostas do tipo

– “A tensão superficial é relevante?” – eu

– “A variação de temperatura é muito importante.” – relatora

-”Mas e a tensão superficial?” – eu

-”A temperatura…” – relatora

-”… -.-” – eu

Mas de qualquer forma, conseguimos notas lindas!

Agora o terceiro fight, bom, apresentamos o Carrossel de Helmholtz, as notas foram normais, caímos um pouco, para sexto. Quarto fight, Plástico Colorido, os jurados já estavam estranhos, inventando enunciados para o problema (por exemplo, que o fenômeno deveria ser testado somente com luz do sol, sendo que o enunciado de verdade falava de diversas fontes de luz), as notas refletiram certa parcialidade (como o quinto fight ano passado -link-, eu já esperava isso, mas o pessoal do time ficou bem bravo, como eu antes). De qualquer forma, fui oponente do jato e sabão, uma apresentação bem superficial (desculpa pela piada inserida, o problema gira em torno de tensão superficial do filme de sabão 😀 ), apontei infinitas coisas, a nota foi ok.

Agora, a parte mais épica desse fight. Fomos revisores do 17, Mangueira de Incêndio, problema que nenhum de nós havia lido qualquer coisa sobre, nem um paper nem nada. Nunca prestei tanta atenção em uma apresentação como prestei nessa, realmente avaliei o fight. Por algum motivo lindo, perguntei sobre o número de Reynolds (obrigada Demetrius e Denise por pensarem nisso!), o que acabou sendo muito relevante. Todos jurados adoraram minha avaliação, um deles disse até que gostou como eu entendi melhor que o relator e o oponente a dinâmica do problema, como funcionava, os mecanismos, enquanto eu ficava simplesmente surpresa, nunca havia visto o problema, minha única ideia era que ele parecia com o coils, o número de Reynolds e a apresentação do polonês. Foi uma sensação diferente de qualquer outro fight em que eu já estive.

Depois, no quinto fight, começamos como relatores, problema 10, Water Rise, a apresentação foi muito boa, o fight também, mas… as notas não foram lá tão boas, sequer condizentes entre si. Ali pensamos que a prata estava já fora de alcance. Depois, fomos observadores, relaxar um pouco fez bem pro time todo. Na avaliação, fizemos o problema 1, Invent Yourself, quando o famoso (para nós, ao menos) slide 47 nos garantiu uma ótima nota (explicando: havia nesse slide um experimento realizado de forma errada, que somente nós percebemos, eles colaram a ponte no suporte, o que alterava toda a dinâmica do problema). Como não poderíamos mais apresentar o sóliton, pedimos para o time da Bielorrússia, que prontamente aceitou. Fui oponente do meu principal problema, na melhor apresentação de IYPT que eu já vi, as melhores respostas e deduções. Foi simplesmente lindo. Nos primeiros minutos de fight eu ainda tinha que me acostumar a um relator que sabia de fato o que estava fazendo. Mas depois, consegui encadear perguntas importantes e focar no que o problema pedia. Aquele fight foi o que nos garantiu a medalha de prata.

Depois, a final. Dois dos meus problemas estavam lá para serem apresentados. A expectativa de ver um sóliton melhor que o meu ou do bielorrusso foi por água abaixo nos primeiros minutos de apresentação. Uma solução de sine-Gordon errada, algumas comparações duvidosas, foi um terror. Depois daquilo, eu estava certa que a Coréia não merecia ganhar o primeiro lugar.

Depois, Singapura, com o Ouvindo a Luz, foi uma apresentação bonita (pessoas que fizeram o problema diriam “supremamente linda”, mas eu não conheço o problema tão bem pra saber quão linda foi a apresentação), só restava a Suíça, com o Honey Coils… as expectativas sobre aquela apresentação cresciam, talvez fosse uma bela solução, não sabíamos.

Quando começaram, mostraram o fenômeno, uma teoria extremamente breve, experimentos que até agora eu não sei o que significam (não por falta de conhecimento minha do problema, mas por falta de coerência dos dados apresentados), parecia uma apresentação mediana da nacional. A do Bruno estava infinitamente melhor e mais completa.

Estava clara a liderança de Singapura, o que foi confirmado pelo resultado final.

Coincidentemente, a ordem dos problemas da final foi a mesma que vimos na nacional, Ouvindo a Luz, Sóliton e -problema aleatório-.

Depois, fomos a um almoço pomposo, antes da premiação, entretanto apimentado. Muito apimentado. Mas os docinhos estavam gostosos. Na cerimônia, houve uma apresentação com Diabolos, muito bonita, por sinal. Chamaram todos os times (somente o país e a colocação, sem ninguém ir lá na frente), depois chamaram de novo, somente os medalhistas, e entregaram uma placa, escrito IYPT e o símbolo pintado de marrom… pensamos: “é só uma espécie de certificado, em madeira”… não entregaram mais nada… pensamos: “vão entregar depois, já chamaram duas vezes, por que não a terceira?”… não chamaram mais. Nossa “medalha” é uma placa de madeira. Bonita, mas… não é uma medalha. De qualquer forma, após uma breve revolta, nos lembramos que, medalha ou não, era prata e era sétimo lugar!

-Atualização em tempo real: acabei de chegar no hotel da Cidade do Cabo, o quarto é muito bom, com uma cama de casal! Voltando-

Depois, o pessoal do time foi pra cidade comprar eletrônicos, eu não fui. Por quê? Bom, na minha opinião, a olimpíada perde o sentido se você não faz as coisas da olimpíada. Se a interação com os participantes se perde, sobram somente 30 horas de viagem e -insira eletrônico aleatório aqui-, então pra mim foi bem mais divertido ir no Night Market versão miniatura no campus do que rodar Taipei em busca de um desconto -nada contra o outro estilo, só falando meu ponto de vista 🙂 -, de qualquer forma, coloquei assuntos em dia com velhos amigos, fui mordida por pernilongos até não sobrar espaço na perna, dei risadas, resumindo: foi legal pra caramba!

No dia seguinte, fomos para um parque arqueológico, muito quente! Muito! Chegava nos 35 graus. Úmido. Sem núvem alguma no céu. Foi divertido! Fomos almoçar, o pessoal comeu cachorro (sem saber que era cachorro), eu comi camarão e sorvete (não ao mesmo tempo…) e depois, infelizmente a Denise queimou feio os pés na areia, foi pro hospital e tudo. Nós seguimos o passeio até uma formação ativa de coisas sulfurosas (não me vem o nome à cabeça), que fedia. Mas tinha uma bela paisagem.

Depois disso, a festa de encerramento, com uma surpresa incrível. Descemos do quarto, as equipes estavam fazendo apresentações “típicas” de cada país… inicialmente não queríamos dançar nada, mas nos convenceram. Decidimos dançar “Ai se eu te pego”. Sim. Essa mesma. Se fosse assim direto, eu ficaria extremamente encabulada e envergonhada, mas em um determinado instante, me chamam ao palco. Haviam chamado logo antes o bielorrússo do sóliton (Anton, eu acho), como melhor relator da competição. Eu havia sido a melhor oponente do IYPT 2013. A minha reação foi subir lá correndo, com um sorriso de orelha a orelha. Foi, para mim, o pico da competição. Eu não esperava. E um troféu lindo (e eu tinha ficado brava com a falta de medalha, compensou!), rugoso e transparente. Aquele fight foi o melhor de todos da competição. Eu, o relator e o avaliador ganhamos troféus. Valeu a pena ter feito o problema e não ter relatado. \o/ VIVA O SÓLITON!

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(Foto por Kent Hogan), eu e o melhor avaliador, Jared Lee.

Após essa surpresa, eu estava eufórica, distribuímos lembranças do Brasil, um monte de gente com bandeiras, chapéus, pulseiras e botons… foi bem legal!

Depois, ficamos acordados a noite inteira, jogando cartas, conversando, tomando café da manhã as 5 da manhã haha. Foi uma das noites mais legais da competição! Despedidas são chatas, mas sempre fica a possibilidade de tudo convergir de novo. Quem sabe um dia… 🙂

Depois disso, fui arrumar minhas malas, lavar roupa (na maquina muito doida que tinha lá em uma salinha do dormitório), secar e finalizar tudo. Fomos ao “Hotel” onde seria o IOC meeting, um quarto gigantesco, 3 camas de casal, banheira, chuveiro, 3 pias, 2 sofás, uma mesinha de centro, uma sala de espera e um frigobar. Muito bom o lugar.

No dia seguinte, fomos de bicicleta até um lago, subindo a montanha, com o time da Bielorrússia, foi muito legal! O caminho era muito mais longo do que imaginávamos, muito mais quente e muito mais úmido. No meio do percurso, metade das pessoas já estava sem camiseta (bom, eu estava com biquini, então estava normal haha). Diversos quilômetros e garrafas de água depois, chegamos no tão esperado lago. Havia uma placa de “proibido entrar”. Foi uma decepção coletiva. Entretanto, acabamos entrando, após descobrir que não eram impedimentos de doenças, e sim de o dono de lá ser chato. A água estava em uma temperatura extremamente agradável. Foi o melhor passeio que fizemos em Taiwan.

Nesse mesmo dia, teve o jantar de encerramento, com os membros do IOC e uma dança local. A melhor parte da noite foi ver o Yunosov (criador do IYPT) dançando com um leve delay, acompanhando a música e os outros participantes. -vídeo aqui, em breve-

A sessão de fotos foi extremamente engraçada, incorporando o “Piauí style” a todas as nações. Aquele dia foi muito legal.

Então, chegamos ao começo desse post. Quando fomos no ônibus para o aeroporto para vir pra África do Sul. E aqui estou eu!

Sei que esse post foi curto, mas se alguém terminar de ler, você tem coragem hahaha.

Até a próxima!

Depois escrevo algumas partes com mais detalhes, as que valerem a pena. 🙂

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A história por trás de um time que fez história

Lá se vai o 7º ano em que o Brasil participa do IYPT. Nossa colocação? 7ª! A melhor da história do Brasil, com uma prata inédita! Isso é só a confirmação de que o Brasil vai ganhando cada vez mais espaço, que ano após ano, time após time, a imagem do Brasil vai melhorando com o comitê internacional, o júri se tornando cada vez mais imparcial e, assim, nossa nação vai galgando as posições que lhes são de justiça desde o início pelo nível de preparação que as equipes do Brasil mantiveram pelo menos nos últimos dois anos em comparação com os times então presentes no mundial.

Este post é sim um post comemorativo (afinal de contas, é praaaaaata!!!!), mas, antes de mais nada, é um post que pretende relembrar a história de equipes que na verdade até hoje são um time só (que só cresce com os anos) e que fez história na madrugada de ontem. 🙂

2004 – 2007: Quando tudo começou

Tudo começou em 2004. O IYPT então surgia no Brasil. Naquele ano, participaram do IYPT Brasil aqueles que hoje são seus organizadores, os integrantes da B8 Projetos, o que prova que o IYPT nada mais é que uma paixão para uma vida inteira.

Do lado esquerdo da foto: Thiago Serra, Márcio Martino e Victor Ando.

Do lado esquerdo da foto: Thiago Serra, Márcio Martino e Victor Ando.

Na época, o IYPT era organizado no Brasil pelo Ozimar Pereira. Problemas à parte, quem está familiarizado com a história da IJSO 2006 deve ter noção do porquê de o IYPT ter parado de ser organizado no Brasil no ano seguinte.

Nessa época, o Brasil também teve seu período de glória na fase internacional. Começamos em 2004. Inexperientes, terminamos em 15º dentre os 24 países participantes naquela edição na Austrália. O importante era que o Brasil dava sua cara a tapa e fazia sua primeira aparição. Veja aqui mais informações sobre o time de 2004.

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Time de 2004: Aron Heleodoro, Diogo Rodrigues Bercito, Emanuelle Roberta da Silva, Luiza Almeida Aoki e Victor de Andrade Lazarte.

Chegou então 2005. Com um time forte e experiente (dois dos participantes da edição anterior voltavam para reforçar a equipe: Diogo e Emanuelle). Então o Brasil conseguiu, na Suíça, sua primeira medalha na competição internacional, também com a 7ª posição repetida na madrugada de ontem, porém entre 24 países, o que era assim considerado uma medalha de bronze. Veja aqui mais informações sobre o time de 2005.

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Time de 2005: Daniel Nogueira Meirelles de Souza, Diogo Rodrigues Bercito, Emanuelle Roberta da Silva, Juliana Ogassavara e Marcelo Puppo Bigarella.

Depois de um ano, o time brasileiro voltava inteiramente renovado para a competição, que desta vez seria na Eslováquia. A princípio, um dos integrantes da equipe anterior, Daniel Meirelles, havia sido selecionado novamente na competição nacional para representar o Brasil, mas não pôde participar por motivos pessoais. Mesmo assim, em 2006, quando os problemas da organização antiga já começavam a aparecer, o Brasil ficava em 13ª colocação entre as 24 nações presentes, o que nos garantia mais uma suada e honrada medalha de bronze. Confira mais informações a respeito da equipe de 2006.

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Time de 2006: Daniel Fernando Pinto, Felipe Vignon de Castro Rios, Luciano Xavier Pereira, Marcos Cardoso Ramos e Pedro Lisbão.

Então veio 2007, o último ano em que o Brasil participou do IYPT antes de seu retorno. O Brasil, então, caiu algumas posições no ranking e assim, na edição que se realizou na Coreia do Sul, figurou em 17º de 21 países participantes, sem trazer medalha. Vale lembrar que cada ano é um ano. Às vezes as equipes mais tradicionais (e a do Brasil) voltam mais fortes, às vezes mais fracas, e isso pode fazer com que o Brasil caia ou suba algumas posições. De qualquer forma, esta foi a última equipe a figurar no cenário do IYPT até 2011. Confira aqui mais informações sobre a equipe de 2007.

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Time de 2007: Caio Costa Perona, Camilla Matias Morais, Diego Peres Alonso, Kenji Ahualle Horimoto e Luis Gustavo Costa Velani.

Provando que não dá para esquecer o IYPT, hoje, boa parte dos ex-participantes dessa época se tornaram jurados da fase nacional desde 2010: Diogo Bercito, Emanuelle da Silva, Victor Lazarte, Daniel Fernando, Felipe Vignon (que chegou até mesmo a ser orientador na preparação das equipes de 2011 e 2012), Camilla Morais, Luís Gustavo Velani, entre outros.

2010: O retorno do IYPT Brasil

Após três anos de hiato, a B8 começou a reorganizar a fase nacional aqui no país, o IYPT Brasil. Segundo as palavras do próprio Márcio no encerramento da competição, o torneio nacional de 2010 foi “uma edição beta”. Isso porque a nacional voltava a ser reorganizada no Brasil como uma espécie de teste, já que teve sua realização no início do segundo semestre e não selecionou nenhum time para a fase internacional do IYPT.

Primeiro PF da sala 1.

Primeiro PF da sala 1.

2011: O Brasil volta ao torneio internacional

Passada a edição nacional de 2010, a de 2011 seria para valer. Depois de quatro anos sem participar do IYPT, o Brasil selecionaria uma equipe para mandar para a edição que seria realizada no Irã. O IYPT Brasil 2011 teve seus pontos épicos e acho que todos devem se perguntar até hoje se “chama é plasma” haha (quem estava lá, vai entender). A equipe do colégio Mater Amábilis se sagrava campeã mais uma vez e, diferentemente do que aconteceria nos anos seguintes, dois integrantes do 1º lugar comporiam a equipe brasileira (com outros três do 2º ao 4º lugar), em vez de somente um.

Afinal, chama é plasma? hahaha

Afinal, chama é plasma? hahaha

E, assim, formou-se a equipe que representou o Brasil no Irã. Ainda inexperiente, em meio a problemas de equipe e muitos outros gerados por conta da organização local, fora a imensa parcialidade por parte do júri (algumas vezes chegava a parecer que eles sequer estavam prestando atenção nas apresentações do Brasil, porque um 4 de nota era garantido independente de qualquer coisa), o time ainda conseguiu retornar com a 15ª colocação (mesma da primeira aparição do Brasil no torneio) em meio aos 21 países participantes (houve uma queda neste número devido à problemas diplomáticos do Irã com outras nações). Assim, voltamos para casa com muita bagagem cultural, mas sem medalha. Veja aqui mais informações a respeito da equipe de 2011.

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Time de 2011: Bárbara Cruvinel Santiago, Danilo Moreira Simões, Julliana dos Santos Frassei, Lucas Henrique Morais e Mateus Braga de Carvalho.

2012: Brasil volta a receber medalha e ao top 10 mundial após 7 anos

O IYPT Brasil 2012 foi tão peculiar quanto o de 2011. Quem não se lembra de “a culpa é sua!” ou “desculpa, é que eu sou gago” haha. Além disso, a nacional mudou suas regras de seleção naquele ano: uma pessoa de cada um dos 5 primeiros times comporia o time brasileiro, o que foi muito importante, já que mesmo o 5º lugar levou dois dos melhores problemas resolvidos pelo Brasil em 2012. 🙂

Nunca os próprios participantes riram tanto de si mesmos na final do IYPT Brasil. 🙂

E assim se formou uma equipe brasileira forte como jamais havia se visto. A equipe que pôs o Brasil de volta entre os melhores do mundo! O país já estava mais experiente; havia uma integrante do ano anterior voltando, a Bárbara, e a equipe num geral estava bastante renovada. Em termos de idade, algo ainda mais curioso: 3 dos 5 participantes de 2012 estavam no 2º ano do colegial ainda. Foi também o primeiro ano em que levamos o Hugo, o mascote da equipe nacional.

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Time de 2012: Bárbara Cruvinel Santiago, Guilherme Ribeiro Moreira, Ibraim Rebouças, João Gabriel Faria e Miranda e Liara Guinsberg.

Pois bem, a edição de 2012, na Alemanha, foi aquela em que mais equipes participaram do IYPT (28 países), sendo um ano histórico para o Brasil: o time brasileiro tirou seu primeiro 10 da história, chegou pela primeira vez em 5º lugar nos rankings parciais, ficou pela primeira vez na zona de premiação de medalha de prata por algumas rodadas e, depois de 7 anos, conseguiu voltar ao top 10 mundial, garantindo a medalha de bronze mais bem colocada até então (10º de 28) e, mais do que isso, mostrando ao comitê internacional que não estávamos voltando para brincar. Como nada é perfeito, tínhamos nos mantido na zona da prata até o último PF, até que influências políticas prevaleceram e enfrentamos um júri totalmente parcial (confira algumas das informações a respeito desses acontecimentos em um post antigo da Liara) e, assim, tivemos nossa prata levada embora (mas… tudo tem sua vingança haha, continue lendo). Veja mais informações a respeito da equipe de 2012.

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Time completo (membros, líderes, guia, visitante e mascote) logo após a cerimônia de premiação.

2013: Brasil é premiado com prata inédita

Em 2013, uma coisa era fato: a equipe brasileira do ano anterior não havia ficado nada contente com os pontos (e prata) roubados na última rodada e queria revanche. Pois ela veio…. O IYPT Brasil 2013 foi bastante interessante; as equipes que participavam da nacional desde 2010 já haviam se formado no ensino médio, deixando espaço para muitas caras novas. Dos três medalhistas internacionais que podiam voltar como membros, o Guilherme (ou Gago, como queira) voltou como “professor” líder de equipe por questões pessoais; o Ibraim retornou conquistando o 1º lugar com uma excelente apresentação do problema 7 (que por acaso foi usada pelo time brasileiro no 1º PF de Taiwan), mas, acatando um acordo feito no ano anterior, deixou que outro integrante de seu time fizesse parte da equipe brasileira em 2013; a Liara voltou também, com uma apresentação linda do sóliton na final e sendo parte extremamente fundamental para o sucesso da equipe brasileira deste ano.

Discussão entre Liara e Ibraim.

Discussão entre Liara e Ibraim.

Lembra que a equipe brasileira do ano passado estava meio nervosa com a história prata/bronze? Pois então, era questão de honra ganhar a prata em 2013. Todos os integrantes da equipe de 2012 estiveram presentes para que a preparação da equipe de 2013 fosse a mais bem-sucedida possível. De maneira curiosa, a equipe de 2013 teve exatamente a mesma configuração de 2012: dois de São Paulo, um de Santos, um de São José dos Campos e um de Teresina. A equipe voltou com nível semelhante de preparação e com 2 anos de time brasileiro de experiência acumulados na bagagem.

Time de 2013: Amanda Maria Marciano Leite Oliveira, Denise Sacramento Christovam, Gabriel Demetrius Bertoldo da Silva, Liara Guinsberg e Vitor Melo Rebelo.

Time de 2013: Amanda Maria Marciano Leite Oliveira, Denise Sacramento Christovam, Gabriel Demetrius Bertoldo da Silva, Liara Guinsberg e Vitor Melo Rebelo.

Foi assim que rodada após rodada, o time brasileiro foi galgando posições, repetiu a melhor classificação parcial conseguida em 2012 (5º lugar), manteve-se na zona da prata por mais tempo e voilá! É prata! É prata! A madrugada da última rodada foi eletrizante aqui do Brasil. Devido ao fuso, ficamos todos acordados até por volta das 3 da manhã atualizando informações do último fight, traçando estratégias, nos comunicando com quem estava por lá para conseguir qualquer tipo de informação e calculando excessivamente as médias das outras salas, porque qualquer décimo podia nos levar a prata embora de novo. Quem acha que final de copa do mundo é emocionante nunca ficou “dando F5” na página de resultados do IYPT. O Brasil repetiu, assim, sua melhor colocação em posição final, ficando em 7º de 26 nações, deixando 19 países para trás (ultrapassando o recorde de 18 países de 2012) e garantindo nossa sonhada medalha de prata. Uma página do time de 2013 será montada em breve. 🙂

Líderes, mascote e membros do time logo após a premiação.

Líderes, mascote e membros do time logo após a premiação.

2014: Que tal um ouro?

Chegando ao fim do post, só uma coisa a dizer: agora o time tem 3 anos de experiência, muito mais ex-participantes da internacional para ajudar na preparação e uma boa imagem perante o comitê internacional esculpida nos últimos anos… Que tal um ouro em 2014? Vamos todos colaborar pelo time do Brasil na final? 🙂

Vídeo resumo do IYPT Brasil 2013

Olá! Desde o IYPT Brasil deste ano, praticamente nada foi postado. Já havia colocado no Facebook do IYPT BR, mas agora também podem ver aqui o vídeo que a Isabella Santiago editou com as cenas e bastidores da fase nacional deste ano que nós havíamos gravado em nossa cobertura. Divirtam-se com o clipe! Em breve, mais novidades.

Se quiserem ver as fotos da edição nacional deste ano, acessem aqui.

Acabou o IYPT Brasil 2013!

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Marcado por várias histórias, o IYPT Brasil 2013 começou na sexta-feira, dia 03/05, na Escola Politécnica da USP. Como sempre, as caras estavam tensas sem saber o que esperar desta edição. A cerimônia começou, como sempre, sendo aberta pelo Thiago, convidando os componentes da mesa. A cerimônia contou com o sorteio das chaves, arrancou risadas da plateia com um vídeo do PF final do ano passado, aplaudiu a equipe brasileira de 2012 e encerrou-se com um coquetel em que todas as equipes puderam se reunir no coquetel de abertura para se entrosarem (ou ficarem encarando umas às outras como concorrente haha).

Começando os fights no sábado, não faltou indignação com o júri, como sempre haha. As equipes tiveram uma manhã com fights cautelosos e uma tarde com discussões acaloradas, terminando com uma reunião dos líderes de equipe na UNIP e uma reunião informal entre times no hotel.

O domingo foi mais acirrado, era “agora ou nunca” para todas as equipes. Na hora do almoço, não faltavam especulações sobre quais times iriam parar na final. Com Re-ebola (apresentando o problema 4, sóliton), Quantum (apresentando o problema 7, ouvindo a luz) e Zero Kelvin (apresentando problema 6, plástico colorido) na final, todos se prepararam para a briga mais importante do fim de semana no auditório, que taria a tarde inteira. Quantum e Re-ebola mostraram bastante superioridade desde o início da competição, o que não foi diferente na final, terminando ambas muito próximas em nível e pontuação. Foi com grande prazer que todos assistimos a uma discussão polida, nos moldes da competição internacional, entre ambas as equipes. Isso já era de se esperar, visto que tanto oponente como relator haviam participado da internacional de 2012 e sabiam como conduzir um fight. Todos acreditamos que isso tenderá a acontecer conforme os veteranos forem voltando (juntos) para discutir na competição.

Pois bem, a cerimônia de premiação terminou com Quantum campeã, seguida de Re-ebola e Zero Kelvin (o resultado completo pode ser checado aqui). Como houve um número maior de participantes, teve também premiações com menções honrosas. E claro, não podemos esquecer da imitação incrível do Ibraim do Márcio haha (foi realmente épico) após a premiação.

Se alguém quiser ver mais fotos, acesse o álbum do IYPT BR com mais de 300 fotos do IYPT Brasil 2013 aqui.  Caso queira ver como foi minuto a minuto, acesse os tweets do IYPT BR. Ao longo das próximas semanas, passaremos mais vídeos dos bastidores para o site e faremos algumas reformulações por aqui.

Boa sorte à nova equipe brasileira!

Cerimônia de abertura do IYPT Brasil 2013 será transmitida online

Aos que não puderem estar presentes no auditório da administração da Poli-USP esta noite para assistir à cerimônia de abertura da fase nacional, ela será transmitida online pelo IPTV USP. Cliquem no link anterior para acessar a transmissão online com início previsto para as 20:30 de hoje. Que os jogos comecem! haha. E boa sorte aos participantes do IYPT Brasil 2013!

Está chegando o IYPT Brasil 2013!

Sim! O IYPT Brasil está às portas e acredito que todas as equipes estejam aproveitando esse feriado para terminar apresentações, guias de oposição e avaliação, treinar PFs etc. A organização oficial disponibilizou esta semana também o cronômetro oficial que será usado nos PFs normais. Aproveitem e baixem na página do regulamento!

Ontem, foi publicado no jornal Prime Saber uma reportagem (escrito pelo Cássio com uma pequena ajudinha minha) sobre o evento que se aproxima (a.k.a. IYPT Brasil), vale a pena conferir a reportagem!

945622_568942446459701_1509135758_nDe resto, deixo vocês leitores com os dois posts que foram publicados ano passado próximos da fase nacional aqui no blog com “divagações pré-nacional” e um “texto de preparação dos nervos“, além das fotos que foram publicadas esta semana pela organização oficial na página do Facebook IYPT Brasil. Boa preparação! 🙂