Como foi o IYPT em Taiwan (by Liara)

Curiosos pra saberem mais detalhes de como foi o IYPT em Taiwan? Bom, como eu não fui pra lá desta vez, tive que apelar para outros recursos pra conseguir postar alguns detalhes aqui. Assim, abaixo, segue um post que a Liara colocou em seu blog Vida de Olímpico. Para ler o post em sua fonte, clique aqui. Acesse o blog dela também para mais posts sobre o IYPT deste ano e do ano passado.

Em um próximo post, espero poder postar algumas fotos e links para fotos da equipe brasileira deste ano. Para mais informações sobre como foi a edição deste ano, acesse o Facebook do IYPT BR, que foi constantemente atualizado durante o torneio.

Fiquem abaixo com a citação do post e boa leitura!

Oi pessoas!

Tudo bom?

Então, estou aqui num ônibus pra Tao-Yuan, em Taiwan, pra pegar um voo pra áfrica do Sul, pra ir pra cidade do cabo… bom, acho que vai demorar um pouquinho até eu chegar em… algum lugar, digamos assim.

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Bom, vamos agora à olimpíada… ganhamos prata (\o/), um troféu maneiro loucamente legal, um bando de souvenirs dos outros participantes, etc etc etc.

E como chegamos nisso? Ok, longa história…

Primeiramente, teve a nacional… conseguimos segundo lugar, apresentando o sóliton. Admito que naquela época ele não estava em seu melhor estado, algumas falhas, faltas de comparações e etcs, mas já estava no caminho para conquistar uma das coisas mais legais que eu já ganhei em minha jornada olímpica.

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Outro dos meus problemas era o jato e sabão, que tem fotos lindíssimas (por isso que eu escolhi esse), que também (mesmo sem ser apresentado por mim em nenhum torneio 😦 ) foi fundamental para nossa “medalha” tão almejada.

Para o torneio internacional, fiz o honey coils também, que era do Bruno na nacional, peguei várias partes da apresentação dele, estava muito boa, adicionei experimentos, mudei a ordem e as comparações e pronto (bom, falando assim parece fácil, mas demorou pra caramba e deu muito trabalho, mas acabou ficando bom 🙂 ). Mais um problema que não chegou a ver a luz dos fights…

Quando chegamos, um dia antes do torneio, eu estava passando muito mal do estômago, muitas horas de voo, comida estranha, cansaço e stress, mas depois de uma bela noite de sono (ok, consegui dormir por umas 4 horas, acordei no meio da madrugada sem sono algum) e piscina aquecida, melhorei.

Fomos então à cidade do torneio (até agora não sei o nome), para os nossos quartos, num calor absurdo e umidade gigantesca, encontramos um dos quartos mais estranhos de toda a história de quartos estranhos, com camas da grossura de papel, janelas que davam para o dormitório dos meninos (mesmo com a veneziana fechada, dava pra ver o que se passava nos quartos), ar condicionado que funcionava quando queria e um chuveiro que não prendia na parede… além do exaustor louco que parecia gritar. Ocasionalmente.

Bom, teve o “jantar de abertura”, mas foi como qualquer outra refeição, simples, comidas estranhas e apimentadas, acabei não comendo… mas não estava com fome, de qualquer jeito.

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No dia seguinte, a abertura, definição dos fights e emoções adoidadas. Fui uma das primeiras a pegar o leque (muito bonito, por sinal), com o número 22. (Pensei que tivesse pegado o número errado, mas no final, não havia mais certo do que esse). Em 21, Alemanha, e 23, Coréia. Fiquei muito feliz, e ao mesmo tempo, com um leve medo, mas preferi escolher a primeira sensação e confiar na sorte do 22. Naquele mesmo dia, o primeiro fight, revisores primeiro, do time da Alemanha, problema 3, da bolinha. Por algum motivo (coincidência ou não) eu havia sonhado exatamente com esse fight, com exatamente esse problema, mas deixando isso pra lá, foi uma apresentação fraca, uma oponência não muito boa e avaliação normal. As notas não foram muito altas, mas não foram surpreendentes. Depois, fomos oponentes da Coréia, ascensão da água… sinceramente, nosso problema da nacional (do Rafael) estava muito melhor, mas as notas deles foram altas, por algum motivo. Depois, fomos relatores, problema 7, ouvindo a luz. O fight foi normal, Alemanha nossa oponente, mas depois eu soube que eles não haviam terminado o problema, o que explicou as perguntas fora de foco e um pouco confusas. Novamente, notas intermediárias, mas que nos proporcionaram o décimo lugar depois daquele fight (uma boa coisa, visto que ano passado ficamos em décimo quinto).

O segundo fight foi épico, não sei se acho isso porque eu apresentei um problema (subjetividade pode estar atuando), mas as notas foram fantásticas. Com 41.5, subimos para quinto lugar, segunda melhor nota daquele dia (não me recordo quem foi o primeiro, talvez Singapura). Apresentei o 3, bola saltitante, 11:20 min de apresentação, tudo tão explicado (mais do que seria nos meus mesmo, que eu vomitaria slides infinitos, experimentos infinitos e teorias infinitas), o fight foi bem divertido, o oponente da República Tcheca era extremamente educado e calmo. 🙂

Depois, revisores, também notas altas, assim como oponente, do honey coils, uma apresentação extremamente estranha, com dados que até agora eu não acredito (durante o fight, eu mostrei que eles eram incompatíveis com… tudo), mas consegui notas boas, mesmo tendo que me virar com respostas do tipo

– “A tensão superficial é relevante?” – eu

– “A variação de temperatura é muito importante.” – relatora

-”Mas e a tensão superficial?” – eu

-”A temperatura…” – relatora

-”… -.-” – eu

Mas de qualquer forma, conseguimos notas lindas!

Agora o terceiro fight, bom, apresentamos o Carrossel de Helmholtz, as notas foram normais, caímos um pouco, para sexto. Quarto fight, Plástico Colorido, os jurados já estavam estranhos, inventando enunciados para o problema (por exemplo, que o fenômeno deveria ser testado somente com luz do sol, sendo que o enunciado de verdade falava de diversas fontes de luz), as notas refletiram certa parcialidade (como o quinto fight ano passado -link-, eu já esperava isso, mas o pessoal do time ficou bem bravo, como eu antes). De qualquer forma, fui oponente do jato e sabão, uma apresentação bem superficial (desculpa pela piada inserida, o problema gira em torno de tensão superficial do filme de sabão 😀 ), apontei infinitas coisas, a nota foi ok.

Agora, a parte mais épica desse fight. Fomos revisores do 17, Mangueira de Incêndio, problema que nenhum de nós havia lido qualquer coisa sobre, nem um paper nem nada. Nunca prestei tanta atenção em uma apresentação como prestei nessa, realmente avaliei o fight. Por algum motivo lindo, perguntei sobre o número de Reynolds (obrigada Demetrius e Denise por pensarem nisso!), o que acabou sendo muito relevante. Todos jurados adoraram minha avaliação, um deles disse até que gostou como eu entendi melhor que o relator e o oponente a dinâmica do problema, como funcionava, os mecanismos, enquanto eu ficava simplesmente surpresa, nunca havia visto o problema, minha única ideia era que ele parecia com o coils, o número de Reynolds e a apresentação do polonês. Foi uma sensação diferente de qualquer outro fight em que eu já estive.

Depois, no quinto fight, começamos como relatores, problema 10, Water Rise, a apresentação foi muito boa, o fight também, mas… as notas não foram lá tão boas, sequer condizentes entre si. Ali pensamos que a prata estava já fora de alcance. Depois, fomos observadores, relaxar um pouco fez bem pro time todo. Na avaliação, fizemos o problema 1, Invent Yourself, quando o famoso (para nós, ao menos) slide 47 nos garantiu uma ótima nota (explicando: havia nesse slide um experimento realizado de forma errada, que somente nós percebemos, eles colaram a ponte no suporte, o que alterava toda a dinâmica do problema). Como não poderíamos mais apresentar o sóliton, pedimos para o time da Bielorrússia, que prontamente aceitou. Fui oponente do meu principal problema, na melhor apresentação de IYPT que eu já vi, as melhores respostas e deduções. Foi simplesmente lindo. Nos primeiros minutos de fight eu ainda tinha que me acostumar a um relator que sabia de fato o que estava fazendo. Mas depois, consegui encadear perguntas importantes e focar no que o problema pedia. Aquele fight foi o que nos garantiu a medalha de prata.

Depois, a final. Dois dos meus problemas estavam lá para serem apresentados. A expectativa de ver um sóliton melhor que o meu ou do bielorrusso foi por água abaixo nos primeiros minutos de apresentação. Uma solução de sine-Gordon errada, algumas comparações duvidosas, foi um terror. Depois daquilo, eu estava certa que a Coréia não merecia ganhar o primeiro lugar.

Depois, Singapura, com o Ouvindo a Luz, foi uma apresentação bonita (pessoas que fizeram o problema diriam “supremamente linda”, mas eu não conheço o problema tão bem pra saber quão linda foi a apresentação), só restava a Suíça, com o Honey Coils… as expectativas sobre aquela apresentação cresciam, talvez fosse uma bela solução, não sabíamos.

Quando começaram, mostraram o fenômeno, uma teoria extremamente breve, experimentos que até agora eu não sei o que significam (não por falta de conhecimento minha do problema, mas por falta de coerência dos dados apresentados), parecia uma apresentação mediana da nacional. A do Bruno estava infinitamente melhor e mais completa.

Estava clara a liderança de Singapura, o que foi confirmado pelo resultado final.

Coincidentemente, a ordem dos problemas da final foi a mesma que vimos na nacional, Ouvindo a Luz, Sóliton e -problema aleatório-.

Depois, fomos a um almoço pomposo, antes da premiação, entretanto apimentado. Muito apimentado. Mas os docinhos estavam gostosos. Na cerimônia, houve uma apresentação com Diabolos, muito bonita, por sinal. Chamaram todos os times (somente o país e a colocação, sem ninguém ir lá na frente), depois chamaram de novo, somente os medalhistas, e entregaram uma placa, escrito IYPT e o símbolo pintado de marrom… pensamos: “é só uma espécie de certificado, em madeira”… não entregaram mais nada… pensamos: “vão entregar depois, já chamaram duas vezes, por que não a terceira?”… não chamaram mais. Nossa “medalha” é uma placa de madeira. Bonita, mas… não é uma medalha. De qualquer forma, após uma breve revolta, nos lembramos que, medalha ou não, era prata e era sétimo lugar!

-Atualização em tempo real: acabei de chegar no hotel da Cidade do Cabo, o quarto é muito bom, com uma cama de casal! Voltando-

Depois, o pessoal do time foi pra cidade comprar eletrônicos, eu não fui. Por quê? Bom, na minha opinião, a olimpíada perde o sentido se você não faz as coisas da olimpíada. Se a interação com os participantes se perde, sobram somente 30 horas de viagem e -insira eletrônico aleatório aqui-, então pra mim foi bem mais divertido ir no Night Market versão miniatura no campus do que rodar Taipei em busca de um desconto -nada contra o outro estilo, só falando meu ponto de vista 🙂 -, de qualquer forma, coloquei assuntos em dia com velhos amigos, fui mordida por pernilongos até não sobrar espaço na perna, dei risadas, resumindo: foi legal pra caramba!

No dia seguinte, fomos para um parque arqueológico, muito quente! Muito! Chegava nos 35 graus. Úmido. Sem núvem alguma no céu. Foi divertido! Fomos almoçar, o pessoal comeu cachorro (sem saber que era cachorro), eu comi camarão e sorvete (não ao mesmo tempo…) e depois, infelizmente a Denise queimou feio os pés na areia, foi pro hospital e tudo. Nós seguimos o passeio até uma formação ativa de coisas sulfurosas (não me vem o nome à cabeça), que fedia. Mas tinha uma bela paisagem.

Depois disso, a festa de encerramento, com uma surpresa incrível. Descemos do quarto, as equipes estavam fazendo apresentações “típicas” de cada país… inicialmente não queríamos dançar nada, mas nos convenceram. Decidimos dançar “Ai se eu te pego”. Sim. Essa mesma. Se fosse assim direto, eu ficaria extremamente encabulada e envergonhada, mas em um determinado instante, me chamam ao palco. Haviam chamado logo antes o bielorrússo do sóliton (Anton, eu acho), como melhor relator da competição. Eu havia sido a melhor oponente do IYPT 2013. A minha reação foi subir lá correndo, com um sorriso de orelha a orelha. Foi, para mim, o pico da competição. Eu não esperava. E um troféu lindo (e eu tinha ficado brava com a falta de medalha, compensou!), rugoso e transparente. Aquele fight foi o melhor de todos da competição. Eu, o relator e o avaliador ganhamos troféus. Valeu a pena ter feito o problema e não ter relatado. \o/ VIVA O SÓLITON!

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(Foto por Kent Hogan), eu e o melhor avaliador, Jared Lee.

Após essa surpresa, eu estava eufórica, distribuímos lembranças do Brasil, um monte de gente com bandeiras, chapéus, pulseiras e botons… foi bem legal!

Depois, ficamos acordados a noite inteira, jogando cartas, conversando, tomando café da manhã as 5 da manhã haha. Foi uma das noites mais legais da competição! Despedidas são chatas, mas sempre fica a possibilidade de tudo convergir de novo. Quem sabe um dia… 🙂

Depois disso, fui arrumar minhas malas, lavar roupa (na maquina muito doida que tinha lá em uma salinha do dormitório), secar e finalizar tudo. Fomos ao “Hotel” onde seria o IOC meeting, um quarto gigantesco, 3 camas de casal, banheira, chuveiro, 3 pias, 2 sofás, uma mesinha de centro, uma sala de espera e um frigobar. Muito bom o lugar.

No dia seguinte, fomos de bicicleta até um lago, subindo a montanha, com o time da Bielorrússia, foi muito legal! O caminho era muito mais longo do que imaginávamos, muito mais quente e muito mais úmido. No meio do percurso, metade das pessoas já estava sem camiseta (bom, eu estava com biquini, então estava normal haha). Diversos quilômetros e garrafas de água depois, chegamos no tão esperado lago. Havia uma placa de “proibido entrar”. Foi uma decepção coletiva. Entretanto, acabamos entrando, após descobrir que não eram impedimentos de doenças, e sim de o dono de lá ser chato. A água estava em uma temperatura extremamente agradável. Foi o melhor passeio que fizemos em Taiwan.

Nesse mesmo dia, teve o jantar de encerramento, com os membros do IOC e uma dança local. A melhor parte da noite foi ver o Yunosov (criador do IYPT) dançando com um leve delay, acompanhando a música e os outros participantes. -vídeo aqui, em breve-

A sessão de fotos foi extremamente engraçada, incorporando o “Piauí style” a todas as nações. Aquele dia foi muito legal.

Então, chegamos ao começo desse post. Quando fomos no ônibus para o aeroporto para vir pra África do Sul. E aqui estou eu!

Sei que esse post foi curto, mas se alguém terminar de ler, você tem coragem hahaha.

Até a próxima!

Depois escrevo algumas partes com mais detalhes, as que valerem a pena. 🙂

Physics Fights in IYPT 2012

People in the national phase are still in the stage in which the reports are being sent to our official national organization, but we know that later, they’ll have to engage in national PFs if they want to be one of Brazilian team’s five members this year. Soon, some PF videos we arranged from 2011 national phase will be released on YouTube. However, meanwhile, you may want to know in detail how the Physics Fights went in Germany and, maybe, watch the fights’ videos.

You already know that we had the national phase, that we prepared for some months, that we went to Germany, that we had fun during our free time, that we met people there (and mascots haha), that the city of Bad Saulgau was totally involved in IYPT, that we stayed in a beautiful campus and that we got (and comemorated of course) a medal. Nevertheless, how did we get there? So, let’s get down to our Physics Fights, which were held in the local Student Research Center. For those who do not know how the competition works, watching the brief official promo video will help.

July 21st, day of our first fight. While in the morning we had the opening ceremony, the afternoon would be the time when all the teams would experience their first 2012 discussions. Our fight would be against Belarus and Slovenia. In that fight, Ibraim was our opponent, João played as our Reporter and Bárbara performed as the Reviewer. We first opposed problem number 2, cutting the air, presented by the team of Belarus. Working against the time for making our opposition presentation slides was tough in our first trial, but we were able to adjust everything while the competition continued. Then, we became the reporters. We first refused to present problem number 12, lanterns, which was a problem we had developed but that, for some reason, we didn’t try to present. That was initially a problem, as in the international phase, you can only refuse to present 3 problems during all the competition rounds without effects on the grades. Ok, but the second (and accepted proposal) was problem number 6, woodpecker toy, opposed by Slovenia and reviewed by Belarus. Beginning with a live demonstration, going through our equations and experiments, the discussion finished with our final conclusions as standard. Then we took part as reviewers for problem number 5, bright waves (presented by Slovenia) and the fight was over. After about 3-4 hours of “physics fighting”, we got to 15th place in the competition ranking, so we did need to improve for our next fights if we wanted to get a prize after all.

July 22nd, day of our second and third fights. We did want to grow in the competition, we just didn’t expect how far we would get that day! In the morning, we had our second round. Ibraim began again, but this time as our reviewer, for problem number 7, drawing pins, presented by Singapore and opposed by Georgia. In the following stage, João became our opponent for problem 14, granular splash, which was presented by team of Georgia. And, finally, we were the reporters with problem 10, rocking bottle, presented by Liara with the team of Singapore as our opponent. The round was great and we got to 9th position. In fact, in the middle of tens of countries, that already granted us a bronze medal! We just needed to maintain our positions.

After lunch, it was time for our third fight. We went to our dorms to get some stuff and almost didn’t get to the Student Research Center on time, but that’s a looong story. As we arrived late to our fight room, everybody was already there. The room was CROWDED! Every single place available in the audience was taken, the competition president was in the room and looking at all those faces there to watch us gave us a sensation of “wow! we’re screwed”. To worsen it, we would be the first reporters. We were challenged problem 9, magnet and coin. We hesitated, but accepted the problem. Bárbara was our reporter, team of Nigeria was the opponent and team of Bulgaria played as the reviewer. That report got the first mark 10 Brazil has ever received in the competition’s history! We seriously didn’t believe that. Among 2520 grades in the selective 2012 PFs, only 4 were 10, one was ours! Then João was our reviewer for problem number 14, granular splash, presented by Nigeria, we did get a good average also! And then Bárbara was our opponent for problem number 5, bright waves, reported by Bulgaria. That PF was our best among all rounds, we accumulated more then 42 points in that fight (which is really a lot by the way) and made to the 5th position! That day’s fights brought us to the best partial ranking of Brazil in IYPT’s history and the position of a silver medal. Ok, we were definitely happy as you may imagine and couldn’t stop smiling of course haha.

July 23rd, day of our fourth PF. We discussed a lot in the piano room in the night before. We were happy with results until then, receiving congratulations from people here in Brazil (our Facebook was full of notifications from our friends that day haha) and from other teams in the competition. But, something that only we knew was: the probability of refusing more problems than we could was huge, we needed to count on luck to get the results we wanted. We entered the room and, gradually, the jury chairs were being taken. That jury was composed by some of the most rigorous evaluators in the competition indeed. João was again the reviewer for problem 14, granular splash, this time presented by the team of Czech Republic. Then, Bárbara was the opponent for problem number 3, string of beads, presented by the team of Indonesia. Finally, we were the reporters. First, we rejected problem 2, cutting the air, and Liara was our reporter for problem number 11, flat flow. Although we had some problems with the time for presentation, her solution was in fact great and we could achieve good grades from that rigorous jury. 🙂 We fell to the 8th position in that fight, but there was still room for recovering.

July 24th, day of our fifth and last selective fight. We wanted to remain among silver medalists, but, as nothing is perfect, we had some problems (which I previously quoted to be best conveyed through one of Liara’s post in her blog, I won’t need to write it again). We rejected problem 17, ball in foam, and 15, frustrating golf ball, finally accepting problem 7, drawing pins, which was presented by Ibraim. We really don’t know where those grades came from, as his solution was among our best reports (seriously). Then, Bárbara was the reviewer for problem 12, lanterns (presented by Slovakia), with the help of Guilherme, who was reponsible for this problem. In the end, Liara was our opponent for problem 1, gaussian cannon (presented by the Netherlands), also with Guilherme’s help. We finished in 10th, not what we were expecting, but that was in the top 10 after all, and granted us the best Brazilian result (in percentage) in the tournament’s history, with a bronze medal.

Then, the tournament was over to us. There was a party for the competitors, the final fight with Iran, Singapore and South Korea, tours, a trip to Lake Constance, the closing ceremony and the trip to Stuttgart.

If you want to check all the partial grades and results of all the teams in the competiton, you may acess it though this link. All the videos from the team of Brazil 2012 fights are on YouTube.

 

 

Relato: IYPT 2011 no Irã (parte 7)

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Acabei de perceber que o IYPT na Alemanha já tinha passado e os relatos sobre o IYPT no Irã ainda não estavam completos. Neste post, será feito o relato sore os últimos dois dias em Teerã.

27 de julho de 2011, “hoje é dia de tirar fotos”, ouvimos do nosso líder de equipe. Após serem liberados os resultados finais para a maioria dos times, sabíamos que não tínhamos ganhado a tão esperada medalha e que três times estavam na final. Nosso guia nos deixou na mão de um amigo pois aparentemente a noite de sono não tinha sido muito boa. Andando pelas ruas, quase que a turma de cerca de 300 estrangeiros em que estávamos teve as câmeras pegas pela polícia local por tirar fotos do que parecia ser um prédio do governo, o que era perceptível pela imagem onipresente do Aiatolá Khomeini sempre estampada em prédios públicos.

Quase presos por uma foto...

Quase presos por uma foto…

O dia era de passeio, passamos pelo Golestan Palace, certamente um dos locais mais bonitos da viagem, com salas totalmente encravadas em cristal e fotos da monarquia existente no Irã antes da revolução da década de 70. A riqueza do local era admirável: os vitrais coloridos para espantar mosquitos, as escadarias, os lustres e os jardins.

Entrance of Golestan Palace

Entrance of Golestan Palace

Saindo de lá, visitamos as ruínas da primeira universidade iraniana, fomos a um restaurante persa comer dos temperos locais (kebab “pra variar” um pouco com um iogurte aguado com menta que chamava “dô” ou algo do gênero), passamos pelo trânsito “pouco” (só que não) caótico de Teerã (já viu trânsito indiano na TV? Então, é igual) e vimos o “jeito iraniano de estacionar” (tinha carro na calçada, em local proibido, enfim, em qualquer canto).

Iranian way of parking

Iranian way of parking

Seguimos para um museu de arqueologia, onde se podia ver até mesmo uma réplica da parede de Persépolis, aliás, era um museu basicamente sobre história da Pérsia. Na frente desse museu que foi tirada uma foto com a maior parte dos participantes do torneio.

Foto geral na porta do museu

Foto geral na porta do museu

Depois, passamos por algumas lojas. Entre elas, uma só com castanhas, doces e temperos persas (açafrão e frutas secas era o que não faltava). Chegando na Amirkabir University of Technology, rolou uma partida de futebol Brasil versus resto do mundo (lógico, a gente ganhou junto com os agregados do nosso time e só a Julliana jogou dentre as meninas; eu não aguentei 5 minutos com roupa social e véu) que chamou até que bastante atenção, já que o futebol brasileiro parece fazer bastante sucesso por lá. Ao entrar no alojamento feminino, lá estava a única menina do time coreano, eles tinham se preparado a tarde inteira, e foi aí que descobrimos quais eram os problemas a serem apresentados na final do dia seguinte.

Futebol: Brasil x Mundo

Futebol: Brasil x Mundo

Então fomos, mesmo que desfalcados, já que teve gente que preferiu ficar na universidade, a um restaurante (persa de novo…) com nosso guia. Nos separamos em dois táxis e foi um pouco confuso. Estávamos sem comunicação, sem saber falar um nada de farsi/persa e um dos táxis se perdeu do nosso e do nosso guia. Ficamos esperando à porta do restaurante. Foi aí que eu vi pela primeira vez uma moto carregando 4 pessoas ao mesmo tempo (O.o) e tive a confirmação de que lá os ônibus são separados em duas áreas: uma pra homens e outra pra mulheres. Segundo nosso guia, isso é um pouco complicado se você estiver passeando com algum parente ou amigo do sexo oposto.

28 de julho de 2011, dia da grande final. Coreia apresentou o problema 7 (cup drum), Áustria ficou com o problema 8 (domino amplifier) e restou para a Alemanha apresentar o problema 5 (car), o mais popular da competição por sinal (todas as rodadas tiveram ao menos uma apresentação desse problema). A apresentação coreana foi com certeza o melhor relatório que eu já vi ao vivo em um Physics Fight, foi incrível, impecável, com física inquestionável e retórica impressionante. Logo, a vitória coreana foi certamente merecida em 2011. Mas o que mais surpreendeu foram as considerações finais inesperadas e perfeitas (05:34 no vídeo) feitas pelo único time oriental na final do ano passado.

Apresentação coreana

Apresentação coreana

Logo em seguida veio a cerimônia de encerramento. Era pra ela ser as 4 da tarde, então parte do nosso time tinha até saído da universidade por um tempo. Porém, a organização foi um pouco complicada e, devido à presença de autoridades locais, o encerramento foi adiantado em várias horas. Estátuas foram distribuídas às autoridades, times foram chamados pra receber medalhas erradas, confusão armada, mas todo mundo recebeu as devidas medalhas no fim das contas. Depois fomos a uma exposição de pôsters, que inicialmente tinha sido cancelada mas que foi feita às pressas com as soluções de alguns times.

Medalhistas de ouro

Medalhistas de ouro

No fim do dia, houve um coquetel de despedida geral e uma festinha no alojamento feminino organizado por uma das estudantes da universidade. No dia seguinte iríamos para Isfahan, uma das cidades mais bonitas do Irã, mas isso é assunto pra um post sore as viagens pós-torneio que fazem parte da viagem de todos os anos. Então fomos para Dubai, o que já foi falado em outro post (só que, detalhe: fomos na época do Ramadã, o que não foi uma surpresa muito legal por a gente não poder nem beber água em público, nos perdemos também, mas no fim das contas a viagem foi muito divertida!).

Por aqui terminam os relatos das peripécias do time brasileiro de 2011 em Teerã. Até a próxima!

Vídeos dos Physics Fights do IYPT 2012 na Alemanha

Faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas tem quase duas semanas que meu computador está ligado praticamente 24h por dia pra conseguir colocar todos os vídeos de PFs no YouTube.

Um bom jeito de sentir o que é o IYPT é assistir a vídeos de edições passadas. Eu tinha feito um outro post com links de canais do YouTube onde qualquer um consegue ver vídeos dos mais diversos aspectos das fases nacional e internacional (entrem lá para ver mais alguns vídeos). Além disso, recentemente, achei outro canal do YouTube, o IYPT France, que foi criado esse mês e tem mais alguns vídeos interessantes também.

Eu lembro de quando eu fui participar pela primeira vez da nacional em 2010 e ficava procurando vídeos feito uma louca e não achava nada. Agora, todo mundo tem algumas dezenas ou centenas de vídeos para assistir, se tiver paciência, e ter um gostinho do que é a competição.

Enfim, esse post, inicialmente, era só pra avisar que eu postei absolutamente todos os vídeos que a gente tinha dos fights classificatórios dos quais o time brasileiro participou no IYPT 2012, na Alemanha. Infelizmente, uma das rodadas (stage 3 do PF 1) não foi filmada e também não conseguimos filmar todos as rodadas em sua totalidade por causa de problemas com bateria da câmera, memória etc. De qualquer maneira, vídeos do nosso diário no torneio internacional também estão sendo upados para futuras publicações.

Depois, quando eu for fazer um post para cada um dos round de PFs desse ano, irei anexar os vídeos correspondentes. Daí cada um pode assistir aos fights com uma prévia do que aconteceu e não foi gravado também. Por enquanto, se quiserem, os vídeos estão todos no canal do IYPT BR, mais especificamente na playlist IYPT BR – IYPT 2012: Physics Fights (Team of Brazil).

Escolha o vídeo aí em baixo de acordo com suas preferências de round, papel desempenhado, problema apresentado, países envolvidos ou qualquer outro critério e divirta-se assistindo aos PFs!

Choose the video below according to your preferences of round, performed role, presented problem, envolved countries or any other criteria and have fun watching the PFs!

Vídeos de Physics Fights

Se alguém me perguntasse “qual é uma boa maneira de se preparar para os Physics Fights que eu vou enfrentar?”, a minha primeira resposta seria, obviamente, “Estude!”, mas a segunda talvez fosse “assista à vídeos de PFs anteriores”.

Para aqueles que nunca presenciaram um PF na vida ou para quem quer se preparar pro que vem pela frente, assistir a PFs anteriores é algo bem interessante. Se você, além disso, quer fazer um trabalho bem feito, assista a PFs da fase internacional… apesar de eles serem bem menos “engraçados” e “irônicos” (e estarem em inglês), a estrutura de apresentação é bem interessante, os esquemas de slides, a postura de apresentação, os experimentos ao vivo etc. Além disso, a física envolvida é muito mais avançada e dá algumas ideias para futuras soluções.

Vários desses vídeos podem ser encontrados na internet, principalmente nos seguintes canais do YouTube:

Dica: não vá muito pela linha dos PFs da nacional de 2010… bastaaante coisa mudou, como o fato de que algumas equipes não faziam slides de oposição e avaliação naquele ano.

Depois eu vou ver se consigo postar no YouTube alguns trechos da final da nacional de 2011 que eu tenho no meu computador.

Bons estudos pra todos! A reunião dos IOC’s é bem no fim de julho e já saem os rascunhos dos problemas de 2013. Tá chegando! Torçam para que menos problemas de fluidos sejam aceitos pro ano que vem haha.